Por trás das notas

Governo federal investe no surfe brasileiro

Foram exatamente 21 anos de trabalho, luta e perseverança desde o primeiro campeonato brasileiro amador, em 1984, até que o surfe fosse reconhecido oficialmente como um verdadeiro esporte nacional e, através da Confederação Brasileira de Surfe (CBS), passasse a ter direito a verbas do Governo Federal para competições no exterior.

 

E pela primeira vez na história do esporte foi aprovado, na semana passada, o financiamento das passagens para a equipe brasileira Junior competir no mundial da categoria, que acontece em outubro em Huntington Beach, Califórnia.

 

Nada acontece por acaso e foram necessários estes 21 anos para que o surfe se organizasse, para que fosse criada uma estrutura de cobrança e de atividades que pudessem levar a imagem do esporte para dentro da vida cotidiana do brasileiro.

 

São clubes, associações e federações que promovem eventos quase todos os fins de semana e fomentam o surgimento de inúmeros talentos tentando um futuro melhor através do surfe.

 

Essa é uma vitória de todos os surfistas e não devemos esquecer daqueles que plantaram as sementes no passado, fundando as primeiras associações, das reuniões de três gatos pingados e dos campeonatos sem a mínima estrutura. Cada um fez sua parte em momentos distintos e todos foram importantes na construção deste esporte nacional que é o surfe.

 

Mas nada disso seria possível sem o trabalho do atual presidente, o paranaense Juca de Barros, que desde 2001 está organizando o surfe nacional, dando um novo padrão de credibilidade e responsabilidade, fatores fundamentais para ter uma entidade com competência para desenvolver trabalhos e projetos capazes de receber financiamentos.

 

É lógico que ele não trabalhou sozinho e seus diretores, que formam o alicerce do surfe nacional e que sempre estiveram lá nesse tempo trabalhando voluntariamente, foram fundamentais para que um dia este reconhecimento governamental acontecesse.

 

Vale ressaltar a sensibilidade do atual Ministro dos Esportes, Agnelo de Queiroz, que recebeu muito bem a CBS e aprovou nosso projeto, mostrando que o atual governo percebeu a importância e o papel que nosso esporte já tem e que pode vir a ter na construção de um futuro melhor e mais saudável para essa população espalhada nos oito mil quilômetros de litoral.

 

Tenho certeza que esse investimento vai possibilitar a todos tentar um lugar ao sol, principalmente os grandes talentos mais necessitados, os que não têm patrocínio e que por algumas vezes não puderam representar o Brasil no exterior.

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