O paulista Alex Godoy é só alegria ao lembrar de sua primeira trip ao arquipélago indonésio. Aos 25 anos, o surfista revelado em Santos e que atualmente reside no Hawaii curtiu um mês de altas ondas no paraíso.
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No início da trip, Godoy e o amigo Marcão pegaram ondas perfeitas de até 2,5 metros, no pico de Uluwatu. Quando soube que a lua, a maré e ondulação estavam ideais para fazer G-land funcionar, o paulista não hesitou em partir para a ilha de Java.
Godoy foi premiado com ondas perfeitas de até 2 metros. “Passamos uma semana em G-land. O swell foi oscilando, mas no último dia quebrou com até 10 pés (3,30 metros). Foi aí que Speeds, considerada a melhor bancada de lá, começou a funcionar. Altos tubos o dia todo”, relembra o atleta profissional.
Em seguida, o paulista voltou a Uluwatu com o amigo Marcão e seguiu para Nias dois dias depois. “Sabíamos que havia um swell previsto para entrar na segunda-feira. No domingo à tarde, pegamos dois vôos até Medan e segunda pegamos mais um até Nias”, conta Godoy.
Na segunda à tarde, a dupla chegou ao vilarejo bem simples, mas confortável. O swell ainda não havia aparecido, então o resto do dia ficou reservado para o descanso.
“Quando acordamos no dia seguinte, o mar estava com ondas acima de 2 metros e muito perfeito. Não tinha um tubo que não abria. Pra falar a verdade, foi a melhor direita que peguei em minha vida. Só estando lá para ver o que é Nias”, diz Godoy.
Durante a semana, as ondas foram diminuindo, mas a perfeição não parou. Depois de conversarem com alguns surfistas, Godoy e Marcão decidiram ir a Mentawaii, mas não conseguiram pegar a balsa para o arquipélago.
Como só tinha mais uma semana na Indonésia, a dupla resolveu ir a Desert Point. “Infelizmente o swell em Desert havia acabado de passar, mas ainda conseguimos pegar umas ondas boas. A Indonésia foi uma experiência muito boa pra mim, e foi também um treino para o Hawaii, onde estou morando. Agora é só esperar o swell chegar aqui e botar em prática tudo o que aprendi na Indo”, fala Godoy.
O plano do atleta é conseguir um patrocínio para viabilizar as trips. “O custo das viagens é menor para quem mora aqui no Hawaii. Pretendo também correr o circuito americano e competir nas etapas do WQS que rolam na América”, finaliza o santista de 25 anos.

