Giu Lara quer formar novos talentos

O carioca de Niterói, Giuliano Lara, tem uma escolinha de bodyboard em Itacoatiara e, junto com Dudu, formam futuros talentos do esporte.

 

Giu sempre esteve presente nas competições e nunca escondeu a preferência por ondas grandes.

 

Conheça um pouco mais desse galã, que figurou em outdoors de Niteroi e também é um dos personagens principais do Ideologia Q!

 

Você é o mais novo integrante da equipe Q! É difícil vestir a camisa?

 

Em 2000 e 2001 estive um pouco afastado do esporte porque me dediquei muito aos estudos. Era de crucial importância para mim estudar numa faculdade federal porque me traria benefícios no futuro, mas nunca deixei de treinar e cumpri meu objetivo. Hoje estudo biologia na Universidade do Rio de Janeiro. Em 2002 voltei a treinar sério todos os dias, inclusive voltei a competir aqui no Rio e em algumas etapas do brasileiro. Mas foi pelo freesurf nos dias grandes que eu fechei patrocínio com a BZ. Isso foi um estímulo incrível pra mim, eu realizava então um dos meus sonhos de infância no esporte.

Em 2003 eu me sentia muito bem dentro d’água, no rip. A minha entrada na equipe Q! aconteceu de forma natural. Eu vinha bem nos freesurfs, estava trabalhando forte com a BZ e com uma escola de bodyboard em Itacoatiara. Foi quando rolou uma campanha publicitária de uma loja, que me colocou em diversos outdoors pela cidade de Niterói. Nessa, o Camarão chegou para mim e disse: Giu, você é o cara. Tu tá tirando muita onda, tem que ser um membro do Q!.

 

Estou no time, não apenas por ter bom desempenho dentro d’água. Até porque, uma equipe que tem GT, Paulo Barcellos, José Otávio e cia, não precisa de mais gente. Só que a marca não se limita a isso. A busca é por pessoas com atitude, personalidade e que tenham algo para somar. Ou seja, a camisa está leve e eu quero é mais. As críticas ainda não chegaram aos meus ouvidos, mas meu trabalho dentro e fora d’água falam por mim.

 

Você acha que pode estar surgindo um esporte paralelo, o chamado “verdadeiro bodyboarding” ?


Existe o morey boogie. Exemplo: o nosso belíssimo circuito brasileiro. Agora, aquilo que o Q! está querendo mostrar é como se faz o real bodyboarding e que existem muitos por aí que acham que são bodyboarders mas não são. São moreyboogers.

 

Para entrar no Q!, você cumpriu uma missão junto com Paulo de Castro. Fale um pouco desta missão.

 

Ihh, caramba, foi assim: no dia da primeira etapa do Rio Super Pro, a galera foi no Shopping Cittá America, assistir ao desfile do David Chaloub. O cara é bodyboarder e modelo sinistro, Milão, Paris e por aí vai… Bom, nesse shopping, ou melhor, no centro dele, tem uma cachoeira artificial alucinante. O Paulo me disse que era amarradão de tomar um banho nela, mas que ainda não tinha tido a pilha. Daí eu falei: se tu for eu vou. Ele falou não, se você for eu vou… E ficamos nessa adrenalina por horas, o combinado era entrar na cachoeira bem na hora em que o David estivesse na passarela. Tinha centenas de seguranças e nós estávamos cientes da possibilidade de sermos autuados ou presos, sei lá. Tínhamos até inventado a desculpa de que estávamos gravando um reality show para um canal de TV, no caso de algo dar errado (puro xaveco).

 

Na hora H, o Paulo falou: Giu, tô bolado. Se você não quiser ir, tá tranquilo. Eu digo que fui eu que bolei. Então eu disse: Agora já é. Partiu! Quando vi, estávamos lavando a cabeça, esfregando o suvaco e tudo mais embaixo da cachoeira, que era forte pra burro. Saímos tranquilos para o estacionamento rindo sem parar. Pegamos o Gustavo Camarão e o José Otávio e ainda demos balão na saída. Não queríamos pagar o estacionamento. Esse foi o meu batizado no Q! e também um dia muito maneiro.

 

Você acha válidas as estrondas?


Claro! Por vários motivos: já assisti vários filmes de bodyboard, de surf e outros esportes. Particularmente, acho os filmes de motocross os mais irados. Primeiro porque os caras barbarizam no free style e depois porque as estrondas são muito engraçadas e trazem, sem demagogia, o verdadeiro espirito de zoação que todos nós jovens temos e que muitos escondem. Depois, sei que a polêmica é incrívelmente bem aceita pela mídia. Sejamos marketeiros também. E porra: encher a cara e pegar mulher… Quem não gosta disso? Que falem mal, mas falem de nós…

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.