
Desde que começou a competir em 2002, a santista Gisele Garcia sempre esteve na briga por um lugar no pódio.
Acostumada a participar de campeonatos na Baixada Santista, desta vez a surfista foi até Ubatuba para obter a terceira colocação na categoria Mirim (até 16 anos) da primeira etapa do circuito Petrobras.
A surfista de 14 anos ficou feliz com o resultado no campeonato exclusivo para mulheres. “Foi uma grande experiência ver as profissionais surfando”, comemora.
Para ela, a etapa também foi importante para provar o desenvolvimento do surfe feminino no Brasil. ?O surfe feminino vem crescendo a cada dia e um exemplo disto é o circuito Petrobras?.
Na próxima etapa, que acontece em junho, em Maceió, Gisele espera repetir o bom desempenho de Ubatuba e somar pontos até a última etapa, marcada para outubro, no Rio de Janeiro. ?Pretendo me dar bem na Mirim e conseguir outra boa classificação. O terceiro lugar foi bom e espero melhorar cada vez mais?.

Além do Petrobras, a surfista disputa os principais campeonatos regionais. Gisele começou a surfar aos 10 anos na Escolinha Radical de Santos. Incentivada pelos pais desde o início, ela decidiu seguir as dicas do mestre, o surfista Cisco Aranã, e logo passou para as competições. “Depois de um tempo de surfe, vi que era isso que eu queria e fui em busca de resultados e também do amadurecimento no esporte?.
Sem esquecer dos estudos, ela cursa o primeiro ano do Ensino Médio no Liceu Santista. Gisele recebe como patrocínio uma bolsa integral na escola de idiomas CNA, localizada no Canal 1, em Santos. ?Estudo de manhã, surfo à tarde e à noite faço inglês. Quando preciso viajar, dou um jeito de adiar as provas e fazê-las em outro dia?, conta a atleta.
Quando o assunto é ídolo no esporte, Gisele não economiza elogios à surfista profissional Cláudia Gonçalves. ?Ela mostrou que as meninas podem ter feminilidade e também surfar bem. Já tinha admiração por ela e depois que a conheci, vi que além do surfe no pé, ela também é muito simpática?.