
O surfe aparece em destaque na primeira página do jornal Gazeta Mercantil desta quarta-feira (12/11).
A matéria da repórter Andréa Ciaffone, entitulada “O marketing radical do surf”, destaca o fato de o surfe atrair patrocínios milionários – caso do patrocínio da Nova Schin na etapa brasileira do circuito mundial WCT – e ser responsável por movimentar 10% do setor de confecção no Brasil.
A reportagem aponta para o fato de o evento ter recebido cerca de R$ 4 milhões em patrocínios -todos patrocinadores em busca de um público que influencia o consumo de multidões que nunca tocaram numa prancha.
“À primeira vista, para praticar o surfe é preciso apenas um calção e uma prancha. Mas o esporte pode orientar suas horas no trabalho, a escolha de suas roupas, de seu carro e de seus destinos de viagem”, explica Claudio Martins de Andrade, presidente da Waves Promoções, empresa que organiza a maior feira do segmento na América Latina, a Surf Beach & Show.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o surfe já representa mais de 10% das vendas do setor de confecção no Brasil e movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão em 2002.

Geni Ribeiro, coordenadora de promoção comercial do programa Apex Brasil na Abit, estima que o crescimento em 2001 em relação a 2002 ficou em torno de 20%. Esse número girou em torno de 15% em 2002 e neste ano deve ser mantido, apesar das dificuldades na economia.
Segundo a reportagem, a exportação deve ser a mola propulsora do crescimento do setor.
“Dois fatores são fundamentais para as apostas em vendas ao exterior: a divulgação junto a compradores estrangeiros via Apex e o fato de a Surf & Beach Show ter sido certificada pelo governo dos EUA”, comenta Cecília Castro de Andrade, diretora da Waves Promoções.
Ainda de acordo com o artigo, o surfe é um sucesso porque atrai também os que não praticam esporte. Além do estilo de vida, os simpatizantes compram as roupas porque combinam beleza, conforto e resistência.
Esse sucesso pôde ser conferido durante o Nova Schin Festival, que mesmo sendo um evento móvel reuniu milhares de pessoas nas praias da Joaquina, Silveira, Caldeirão e Vila. A final da competição, na praia da Vila, foi acompanhada por um público estimado em 20 mil pessoas.
O site Waves.Terra também foi citado como exemplo de outro segmento que se beneficia com a competição no Brasil, pois recebeu cerca de 1 milhão de pageviews nos dias de evento, além de manter média mensal entre 6 e 7 milhões de pageviews.