
A luta contra as mortes ocasionadas por redes de pesca no Rio Grande do Sul obteve uma importante vitória na manhã da última quarta-feira (5/7).
Deputados, surfistas, associação de pescadores, mídia e familiares das vítimas estiveram reunidos na Assembléia Legislativa para tornar ativa a subcomissão que terá 120 dias para realizar um trabalho de revisão das áreas de delimitação de pesca e surf no litoral Norte. Depois deste prazo espera-se obter respostas concretas para o caso.
O deputado Vieira da Cunha frisou que é necessário buscar a solução para o problema da segurança dos surfistas.

No entanto, sem interromper a atividade econômica e social que os pescadores profissionais exercem para sua própria subsistência.
Para Aldo Rosito, pai da surfista Julia Rosito, presa em um cabo de rede em maio de 2005, infelizmente foi obtida uma vitória com o custo de uma tragédia.
?A expectativa que temos é que se chegue a uma conclusão para evitar novas vítimas, e que os pescadores exerçam as suas atividades com fiscalização efetiva? , conclui Rosito.
O maior lutador para que este grave problema seja resolvido é Virgilio Mattos, ex-presidente e atual diretor da Federação Gaúcha de Surf (FGS).
Ele diz que se sente chocado em saber que vive em um estado que permite 45 mortes de jovens ocasionadas por armadilhas humanas. ?Estamos retomando a causa com esta nova gestão da Federação Gaúcha de Surf e com uma nova subcomissão liderada pelo Dep. Vieira da Cunha, com objetivo de solucionar definitivamente as mortes no Rio Grande do Sul, para que futuramente não haja mais vítimas?, diz Virgilio.
Nelson Guarda, vice-presidente da FGS garante que a Federação está comprometida em não deixar este fato tão importante passar em branco, dando total apoio e buscando sempre subsídios para enfrentar este desafio que ainda perturba milhares de surfistas gaúchos.
Bom, agora só resta aguardar e torcer para que sejam realmente encontradas soluções para resolver este grave problema.
Objetivos da Subcomissão
– Solucionar as mortes de surfistas no litoral Norte;
– Criar uma unidade de idéias e traçar uma estratégia de ação;
– Mapear todos os problemas e fazer um diagnóstico junto a AL, com dados estatísticos, nunca efetuado, em todo o litoral.
– Número de redes (legais e ilegais);
– Áreas em cada balneário crítico;
– Pescadores profissionais – Quem emite as carteiras e quem fiscaliza esta profissão?
– Novo censo e recadastramento dos pescadores;
– Censo real de surfistas, por 1 ano, com CIC e RG, na beira da praia, com técnicos do IBGE;
-Estabelecer cronograma de visitas, as zonas críticas no litoral Norte, com MP Federal e Estadual, deputados da AL, FGS, MPS, familiares das vítimas, PATRAM, IBAMA, FEPAM, CECO/UFRGS, IPH/UFRGS, GABAFilms e Imprensa.