
O paranaense Jihad Khodr chegou perto de entrar para a divisão de elite, mas acabou ficando na porta. Ele é o segundo na fila de alternates e tem boas chances de disputar algumas etapas do WCT.
Porém, o atleta revela estar totalmente focado na divisão de acesso. “Estou com o Álfio (Lagnado), que conversou comigo quando fui a São Paulo. Ele disse para me dedicar 100% ao WQS e não ficar desviando o foco para o WCT. Este ano quero fazer um ano melhor do que fiz em 2005 e, quem sabe, brigar pelo título”, diz Jihad.
“Se me chamarem para alguma etapa que não atrapalhe meu calendário, vou com a maior alegria. Assim, posso surfar meu melhor sem sofrer pressão”, revela o paranaense.
Com a contusão do australiano Richard Lovett, que está com um tumor maligno no quadril, Jihad fica mais próximo do WCT. “Essa eu fiquei bolado. Não desejo mal a ninguém, nem aos inimigos. Então, quando me contaram, nem pensei em nada, em subir, etc. Fiquei de cara, porque isso é uma doença séria e que você nunca vai esperar. Uma contusão qualquer, um filho que nasce, tal, isso acontece, né? Mas um tumor maligno é realmente lamentável”, fala Jihad.
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O paranaense confessa que encerrou o ano de 2005 abatido por não conseguir a sonhada vaga no WCT.
“O ruim é o lance de não poder se planejar direito, logo para o ano mais importante da minha vida. Se eu tivesse ficado lá atrás no ranking, sabia que teria de lutar novamente no QS. Se o Hawaii fosse mais feliz pra mim eu tava dentro; acabei ficando no vai não vai, vou não vou”, fala o atleta.
Em 2006, o atleta luta para dar a volta por cima e já começou a temporada em grande estilo. Com performances arrasadoras, ele venceu a etapa de abertura do Circuito Sul-Brasileiro no quintal de casa, em Matinhos (PR).
“Foi importante, gosto de vencer em casa, me sinto na obrigação diante de
todos da minha cidade. Mas desta vez foi melhor; veio muita gente para a
primeira etapa do Sul-Brasileiro, a galera do SuperSurf, campeão brasileiro, só bateria boa! No fim meu pai soltou fogos pra todos os lados”, conta o atleta.
Jihad conta que ainda está de férias e competiu no Sul-Brasileiro porque foi em casa. “O ano de 2005 foi puxado, e este será mais ainda. Quando começa não pára mais, então o importante é ficar tranqüilo até embarcar para Noronha. Antes, vou fazer os exames de início de temporada, mas é claro que não deixo de surfar um dia sequer. Não consigo”, finaliza o paranaense.