Anotem aí: dia 19 de março, uma equipe de cinegrafistas alemães chega ao Norte do Brasil para filmar Carlos Leite e Xilindró surfando a nossa, minha e sua, Pororoca.
Lamento informá-los que nessa semana a coluna será meramente informativa, absolutamente sem opinião devido aos excessos do Carnaval.
Aproveito, no entanto, para excercitar o que aprendi nas últimas aulas do curso avançado de jornalismo que faço na grande rede.
A informação a qualquer custo!
Doa a quem doer.
Citar fonte, conferir a informação 12 vezes, entrevistar pelo menos quatro pessoas envolvidas com a notícia, dar duas cambalhotas e colocar a língua pra fora quando teclar.
Assim me foi ensinado.
Dizem os mais novos que Cláudio Abramo não é mais obrigatório nos cursos de comunicação, parece que preferem o Gilberto Dimenstein ou o Augusto Nunes.
Eu fico com Marcos de Sá Corrêa no saite nominimo.com.br.
O camarada que se diz jornalista, ou tem aspirações, e não leu Cláudio Abramo, tem duas alternativas: se mata ou escreve para um grande veículo, como Folha ou Globo.
Fugi do assunto.
Pois, falava da vinda do Kelly Slater e Shane Dorian (verdadeiras identidades de Carlos Leite e Xilindró) ao Brasa para se juntarem ao Burle e surfarem a Pororoca como ela nunca foi surfada.
A iniciativa é da bebida de fazer pular Red Bull e ainda leva o Picareta, quero dizer o Picuruta, como é carinhosamente chamado, de quebra – para divertir a turma.
Segundo a minha fonte – que jurei não revelar, sob ameaças de morte por tédio e asfixia depois de ler a coluna do Xexéo e do Gerald Thomas durante seis horas seguidas – a Red Bull vai levar o maior surfista do mundo, o Carlos I, o segundo melhor, Xilindró (na opinião deles!) e o melhor surfista de surfe rebocado, famigerado tow in – ou town in, como foi publicado na capa de uma revista, sic – Carlos II, o Burle.
A fonte conta ainda que os rapazes terão jet-skis novos em folha de última geração, helicópteros, torcida organizada e uniformizada, limousines e provisão de açaí à vontade.
A idéia é de finalmente unir o potencial da onda, que quebra durante o fenômeno, com o talento e experiência dos tres maiores surfistas do mundo, cada um na sua, morou?
Enquanto escrevo essas mal-traçadas, Neco escova o vice de 2002 e Mick Fanning tira o primeiro 10 do Quiksilver Pro, enfiando até o talo no Taj?
Mas? esperem! Taj reage com um 9.37 e outro 9.10!!!
Taj marca 18.47 contra 19.60 do Macaco Albino.
O nível do evento é extraordinário.
Nick Carrol diz que nunca viu tantas notas acima de 9 em nenhum outro campeonato do circuito mundial.
Até então, o bom velhinho Occy, com 36 primaveras nas costas, tinha feito o maior estrago e, consequentemente, a maior média do WCT.
Mal posso esperar pela bateria do nosso animalzinho de estimação.
Alguma coisa me diz que ele vai devorar o Pat, o corno?
Esperar para ver.
PS – este texto foi escrito as 11.52 PM de Domingo, meu tempo livre, ao som
da Banda mexicana Kinky, disponível no