
Depois de realizar a sétima das onze etapas do circuito mundial na última semana na Califórnia, a Association of Surfing Professional segue para a Europa e promove a partir desta sexta-feira o badalado Quiksilver Pro France, em Hossegor, sul da França.
A oitava prova do tour tem prazo até o dia primeiro de outubro para ser realizada e distribui US$ 280 mil em prêmios, além de importantes pontos na corrida pelo título mundial por acontecer em um momento decisivo do circuito.
Vice-campeão da última etapa, vencida pelo aussie Bede Durbidge, o líder absoluto do ranking Kelly Slater vem embalado e, se fizer um bom trabalho na França, aumenta as

chances de conquistar o inédito oitavo título mundial da carreira.
No entanto, Slater sabe que se vacilar deixará o caminho livre para o segundo e terceiro colocados, principais adversários na briga pelo título: o australiano Taj Burrow e o havaiano tricampeão mundial Andy Irons, campeão por três vezes consecutivas da etapa francesa (2003, 04 e 05).
?Honestamente não estou muito preocupado com isso (o ranking)?, disse Slater. ?Já observei os pontos e sei onde estou pisando. Na realidade, Taj e eu não estamos tão distantes assim. Se eu der mole, Taj pode me superar. E se nós dois vacilarmos, deixamos a porta aberta para Andy?.
O experiente norte-americano sabe que terá que dar o melhor de si para vencer, considerando que o incrível tricampeonato de Irons em Hossegor será motivo de inspiração e confiança para o havaiano.
?A França provou ser a etapa do Andy?, reconhece Slater. ?Para vencer por três anos seguidos… Por alguma razão, é uma prova em que ele se sai muito bem?, completa.
Pensando em sua trajetória nas próximas etapas do tour, que da França passa por Mundaka, Espanha, Imbituba, Brasil e Pipeline, Hawaii, Slater não demonstra nenhum sinal de medo ou preocupação.
?Eu estou bem?, afirma. ?Venho pensando nesta próxima série de eventos. Já faz tempo, mas eu venci na França antes. Já venci também em Mundaka e no Brasil, então será um pouco mais confortável para mim. Se eu mantiver isso, no fim do ano estarei bem colocado para o Hawaii?, conclui.
Os brasileiros brigam na outra ponta da tabela, praticamente disputando vagas na lista dos 27 surfistas que são mantidos no WCT.
No momento, o paulista Adriano de Souza é o único que aparece nesta relação, em 21º lugar. Victor Ribas é o primeiro na porta de entrada da zona de classificação, na 28ª posição.
Vitinho já está garantindo sua permanência com o oitavo lugar entre os quinze indicados pelo WQS, mas quer recuperar seu lugar no seleto grupo dos top 16 do WCT.
Paulo Moura, Peterson Rosa e Marcelo Nunes ocupam a 32a, 34a e 35a colocações, respectivamente, e precisam reagir se quiserem continuar no ASP World Tour no ano que vem. Raoni Monteiro aparece em 39o lugar, com Pedro Henrique e Yuri Sodré na 42a posição.
A direção do Quiksilver Pro realiza uma chamada às 8 horas desta sexta-feira (3 horas no Brasil) para avaliar as condições do mar em Hossegor.
Para obter mais informações, acesse aspworldtour.com .