
Depois de participar de um evento na Tailândia, o cinegrafista Luis Roberto Formiga está neste momento em Bali, na Indonésia, de onde parte nesta sexta-feira em direção às ilhas de Nias e Asu, na companhia de Enrique Pena, proprietário do surf camp em Asu.
A idéia da dupla é chegar de barco e avaliar a situação dos fundos de coral e das ondas em Nias, severamente atingida há dois dias por um forte terremoto de 8,7 pontos na escala Richter, perto da costa norte da ilha de Sumatra, e posteriormente em Asu.
“Não podemos virar as costas para um fato terrível como esse em um dos picos mais alucinantes de surf do mundo. A situação na região está muito delicada e é necessário ter uma estratégia bem pensada para não

corrermos riscos nessa empreitada”, avalia Formiga, que irá documentar tudo para o programa X-Treme TV, da ESPN Brasil.
Eles partem na sexta-feira de Bali em um ferry-boat para Medan e de lá de barco para Nias e Asu. Segundo Formiga, por pouco os dois não foram pegos de surpresa pelo terremoto em Nias, graças ao atraso de Pena no encontro deles em Bali.
Segundo estimativas do governo indonésio, o tremor pode ter provocado mais de 400 mortes, além de causar pânico nos pequenos vilarejos litorâneos devido a possibilidade de um novo tsunami acontecer nas horas seguintes ao terremoto.
Porém, de acordo com Andi Mallarangeng, porta-voz da presidência, o número de mortos pode chegar a 2 mil, ou bem mais, já que a destruição nos meios de comunicação e estradas impossibilita uma constatação mais precisa do trágico saldo.
Uma das ilhas que mais sofreu com o abalo sísmico foi Simeuleu, ao norte de Nias, atingida na seqüência por uma ondulação de três metros de altura que aumentou a destruição no local, segundo informações da Cruz Vermelha da Indonésia. A comunicação com o local está impossibilitada.
“Iremos enviar novas informações assim que possível sobre a situação nos locais atingidos”, garantiu Formiga em telefonema à redação do Waves.Terra nesta quinta-feira.
Luis Roberto Formiga viaja com apoio da Gzero e Koul.