Um grupo de surfistas e banhistas esvaziou o lago da Juréia, localizado em São Sebastião (SP), com um objetivo incomum: formar uma pororoca artificial.
A brincadeira aconteceu no dia 1 de janeiro, informa a edição da última quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo.
Por ser proibido intervir na orla sem autorização de autoridades ambientais, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São Sebastião.
Segundo o jornal, a ação foi promovida por cerca de 15 pessoas munidas de pás para cavar uma vala entre o lago e a praia, para causar o efeito de pororoca, ou seja, o encontro das águas.
Ouvidos pela reportagem, dois acusados de participar da ação alegaram que só queriam se divertir.
Porém, a ?diversão? não foi nada sadia. Um homem foi arrastado pela força das águas e ?duas famílias com crianças ficaram mais de uma hora isoladas numa das margens?, relata o jornal.
Além disso, outros danos só poderão ser identificados depois de análises feitas por especialistas da Secretaria do Meio ambiente. Por isso a área atingida será investigada para a elaboração de um laudo que vai determinar o rumo do inquérito.
A brincadeira pode custar caro no caso de ser confirmado o crime ambiental. O artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais (lei 9.605/98) é rigoroso e pune os culpados com reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Um autores da escavação foi Pedro Nitsche. Ele disse à Folha que não cometeu crime ambiental. Para ele, houve somente a participação numa brincadeira de “homem” com areia.
João Nitsche, irmão de Pedro que aproveitou para surfar a onda que surgiu, defende-se com a alegação de que o rio estava cheio por causa das chuvas. Para ele, a faixa de areia iria romper de qualquer maneira.