Billabong Pipe Masters

A taça é nossa

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O novo campeão mundial de surf Gabriel Medina ergue a bandeira brasileira no Hawaii. Foto: ASP
 

O Brasil finalmente pode comemorar seu primeiro título mundial de surf no WCT. Depois de muita expectativa, o fenômeno Gabriel Medina conquistou a taça nesta sexta-feira, com um verdadeiro show nas ondas de Pipeline, Hawaii.

Além de fazer a sua parte com apresentações incríveis em Pipeline e no Backdoor, Medina viu o australiano Mick Fanning fracassar na quinta fase contra o brasileiro Alejo Muniz na repescagem do round 5 e dar adeus às chances de título.

“É o melhor dia da minha vida”, disse o campeão, que saiu do line-up no começo da bateria das quartas-de-final contra o brasileiro Filipe Toledo para comemorar na areia com a torcida. “Preciso ir surfar, mas eu realmente quero comemorar com minha mãe e meu pai. Esse era o meu objetivo e agora eu o alcancei, estou muito feliz.”

Depois de sair do mar para comemorar e conceder uma entrevista, Gabriel voltou pra água e ainda conseguiu vencer a bateria contra Filipe Toledo por 4.30 a 3.27. Nas semifinais, Medina não deu mole para o aussie Josh Kerr e conseguiu a vaga na final. O campeão enfrentará o australiano Julian Wilson na decisão do campeonato.

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Homenagem de Marcello Serpa ao novo campeão mundial de surf de 2014 da ASP. Foto: Reprodução.
 

Foram muitas especulações a respeito das chances de Gabriel Medina em Pipeline, mas o brasileiro mostrou que não estava para brincadeira. Além de fazer bonito nos tubos de Pipe, o novo campeão mundial mostrou todo o seu talento no Backdoor para frustrar os críticos que não esperavam uma boa performance do brazuca nas direitas do pico.

A primeira vítima do dia foi o então líder da Tríplice Coroa Havaiana, Dusty Payne, que ficou a ver navios no outside e saiu da água precisando de uma combinação de 17.66 pontos.

Na sequência, Medina aguardou a bateria entre Mick Fanning e Jeremy Flores para saber se já poderia comemorar seu título antes de voltar para a água em Pipeline, mas o australiano frustrou a torcida nos minutos finais com um belo tubo no Backdoor avaliado em 8.17. Ele vinha sofrendo com a escassez de ondas e só tinha 2.17 na melhor onda, contra 3.67 e 4.00 de Jeremy. Porém, um canudo apareceu nos instantes finais e manteve o tricampeão mundial aceso em Pipe.

A missão do aussie ainda era muito complicada. Mick Fanning precisava chegar no mínimo à final da etapa para continuar na disputa pela taça, além de torcer para que Medina caísse o quanto antes.

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Depois de desbancar Kelly Slater, Alejo Muniz derruba Mick Fanning e garante a festa do brasileiro. Foto: Laurent Masurel
 

Mas o brasileiro estava iluminado. Na quarta fase, o garoto deu mais um importante passo rumo ao título mundial. Quando tudo parecia perdido, ele passou por dentro de um tubo sensacional no Backdoor e virou o placar contra o compatriota Filipe Toledo, que liderava com 6.00 e 9.23.

Autor de um tubo em Pipe avaliado em 7.00, Medina passou a investir no Backdoor em busca da virada. Ele precisava de 8.33 e primeiro fez 6.60, mas depois passou por dentro de tubo muito difícil e saiu com tudo para levar a plateia ao delírio e arrancar 8.67 dos juízes.

A partir daí, Mick precisaria vencer a etapa e torcer para Medina perder antes da final. Traído pela escassez de ondas, o australiano foi derrotado pelo compatriota Adrian Buchan na quarta fase, precisando de apenas 1.69.

Na repescagem, o australiano sofreu uma nova derrota para o brasileiro Alejo Muniz. Numa bateria com poucas ondas, Alejo superou Fanning pelo placar de 6.83 a 2.84 e acabou com as chances de título do australiano. Extasiado, Alejo comentou o feito que deu o título a Medina. “Estou muito feliz por ele ter conquistado o título, eu fiz meu trabalho. Só quero surfar no Tour ano que vem, se eu conseguir isso será o melhor dia da minha vida.”

Confira muitas novidades sobre a conquista histórica em nossas próximas atualizações.

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