Saí de Santos no dia 27 passado às 3 horas, pois precisava estar no aeroporto de Guarulhos às 5 horas para embarcar rumo a um antigo sonho: surfar, surfar e surfar no Peru.

Chegando em Lima, me deparei com o trânsito mais louco que vi na vida. Terra de ninguém. Buzina-se para tudo !

 

A viagem até Punta Hermosa (pico onde rolam as ondas e onde me hospedei) é muito bonita, um visual alucinante com morros e praias. Fiquei hospedado no Pico Alto Surf Camp, do proprietário Oscar Morante, ícone do surf peruano

 

Fui recepcionado com altas ondas. Punta Rocas é

sem dúvida

uma das direitas mais constantes do Peru.

 

O pico está sempre um “pouco” maior. O acesso à Punta Rocas pode ser feito direto pela praia, ou por um morro onde construíram uma arquibancada para que as pessoas possam assistir ao show de surf.

 

No Peru existem muitos picos, um ao lado do outro. Em Punta Hermosa, os principais são: Caballeros, Señoritas, Oscar Point, entre outros.

O meio de transporte pode ser a pé, ou pegar um mototáxi, onde com dois “Soles” (cerca de R$ 2) eles te levam aonde você quiser.

 

Como o pessoal se cansava e não queria fazer fim de tarde, eu, que estava no maior gás, sempre pegava finais de tarde sozinho na Playa Norte, pico localizado próximo à pousada e que rolam boas direitas.

 

O melhor da trip ainda estava por vir… Alugamos uma van e seguimos sentido Norte, atrás de uma onda chamada Centinela, esquerda muito longa – estilo Chicama.

 

A viagem de ida foi alucinante, pois passa pelo deserto com visuais malucos, parecia que eu estava em Marte.

 

 

Mas, compensou. Pegamos altas ondas. Tínhamos que sair a pé e depois voltar ao pico para surfar mais uma. Surfava um minuto de onda em média.

 

Surf clássico, batidas e cutbacks, uma onda que sempre sonhei em surfar na vida.
 

 

Esse final de ano com certeza foi inesquecível para mim e para Ana Paula, minha companheira, fotógrafa, videomaker, massagista e tudo o que pedi a Deus.
 

Confira algumas trips para não embarcar em uma roubada:

 

– Muito cuidado com o sol, pois ele engana pelo fato do céu estar sempre coberto com uma névoa. Fiquei com queimaduras abaixo dos olhos;

– A comida é horrível, mas procurando os lugares certos come-se muito bem. Procurem a Tratoria Don Ângelo, em Punta Hermosa, do garoto Gianfranco. É importante se alimentar bem para surfar bastante, pois se depender dos peruanos você se alimenta muito mal.

– Evite de qualquer maneira ter contato com água da torneira, ou qualquer outra que não seja mineral. O pessoal que estava no surf camp onde me hospedei ficou com diarréia e febre e muitos perderam altas

ondas por causa disso.

– O crowd é tranquilo, tem onda para todo mundo. Mas, existe uma certa “richa” entre alguns peruanos e brasileiros (que são a maioria no outside), portanto, seja educado e respeite os outros.

– O potencial de surf no Peru é incrível, pretendo voltar logo. Se querem fazer uma trip onde é certeza que vão pegar altas ondas, esse lugar é o Peru.

 

–  Long john é fundamental, mesmo no verão, época em que eu fui. Não tive coragem de cair de short, a água realmente é de trincar, mas com o long fiquei tranqüilo.

 

– No dia anterior à minha viagem, me deu um estalo e fui correndo comprar umas botinhas de neoprene, pois os fundos lá são de pedra. Foi a melhor coisa que eu fiz. O  pessoal se cortou todo na hora de entrar e sair da água. Quando surfei Centinela, andava no meio das pedras. O pessoal parecia que estava dançando balé, enquanto eu voltava correndo!

 

– Quilhas ou pranchas extras são essenciais. Vi muitos perderem as quilhas que foram de encontro às pedras.

 

Gostaria de agradecer também ao Marcelo, proprietário da Surf Store pelo força que ele me deu com os acessórios, pois viajei com equipamentos de primeira. Valeu Marcelo!

 

Adiós muchachos
 
 

 

 

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