Quiksilver Pro

Filipinho dá show

 

Filipe Toledo registra 17.67 pontos na estreia no Quiksilver Pro. Foto: © ASP / Kirstin.

Miguel Pupo supera o carrasco John John Florence e Michel Bourez. Foto: © ASP / Cestari.

Adriano de Souza arrepia na repescagem. Foto: Paulo Barcellos.

Os atletas Adriano de Souza, Filipe Toledo e Miguel Pupo estão classificados à terceira fase do Quiksilver Pro, etapa do WCT iniciada nesta quinta-feira, em Le Penon, França.

 

Clique aqui para ver as fotos

 

Em boas ondas de 1 metro, Filipinho registrou o segundo maior somatório do dia, 17.67 pontos em 20 possíveis. Uma das suas vítimas na primeira fase foi o compatriota Adriano de Souza, que reagiu em grande estilo na repescagem e chegou perto da pontuação obtida por Filipinho ao registrar 17.66 na vitória sobre o australiano Yadin Nicol.

 

A pontuação dos brazucas foi superada apenas pelo sul-africano Jordy Smith, autor de 9.20 e 9.70 em uma belíssima vitória sobre o convidado norte-americano Dane Reynolds. Jordy estava tomado e ainda descartou notas 7.83, 8.70 e 7.00.

 

Quem também brilhou na quinta-feira foi Miguel Pupo. Com 15.34 pontos, ele mandou à repescagem o carrasco havaiano John John Florence e o taitiano Michel Bourez.

 

O primeiro brazuca a entrar na água foi Gabriel Medina. Ele travou uma dura batalha contra o grande rival Julian Wilson e quase virou na última onda.

 

Julian tinha 7.33 e 7.90 nas duas melhores ondas, contra 8.60 e 6.13 de Medina. O paulista precisava de 6.63 para virar e tentou seu último golpe, mas os juízes deram 6.47 ao atleta.

 

A bateria seguinte foi 100% brasileira. Inspirado, Filipe Toledo somou notas 9.50 e 8.17 – descartando 7.33 – na vitória sobre Adriano de Souza e Alejo Muniz.

Adriano somou 8.23 na melhor onda e ameaçou bastante a liderança de Filipinho, mas saiu da água precisando de 9.45 para vencer.

Alejo não teve o mesmo desempenho dos adversários e descolou 5.00 e 6.70 nas duas melhores ondas.

 

Depois da derrota, Adriano de Souza retornou ao outside no último confronto do dia para enfrentar o australiano Yadin Nicol na repescagem.

O brasileiro demorou a entrar em sintonia com as ondas e viu Yadin abrir vantagem com 5.33 e 6.83, mas partiu pra cima das ondas francesas e encaixou bem suas manobras de backside.

Com 8.33 e 9.33, ele chegou a deixar o adversário precisando de uma combinação de notas, mas Yadin diminuiu a diferença com 8.23 e passou a buscar 9.43.

 

Os próximos a entrar em ação são Alejo Muniz e Gabriel Medina, escalados nos confrontos pendentes da repescagem.

Quando a competição retornar, Alejo Muniz mede forças com o norte-americano CJ Hobgood na primeira batalha do dia. Cinco duelos depois, na última bateria da repescagem, Gabriel Medina enfrenta o sul-africano Travis Logie.

A próxima chamada acontece às 2:30 horas desta sexta-feira (horário de Brasília).

 

Leia mais

 

Mineiro reage

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)