Os brasileiros Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina estão garantidos na terceira fase do Rip Curl Pro Bells Beach, terceira etapa do Championship Tour 2017.
A prova foi iniciada em ondas de até 1 metro no Bowl de Bells Beach, Austrália. Ao término da quinta bateria, a World Surf League transferiu as batalhas para a bancada de Winkipop, pico situado ao lado esquerdo do palanque principal.
A grande sensação foi Filipe Toledo, autor de notas 10 e 9.70, totalizando incríveis 19.70 pontos em 20 possíveis.
Os primeiros brasileiros em ação foram Jadson André e Miguel Pupo, ambos superados em seus respectivos confrontos.
Logo na primeira bateria do dia, Jadson e o australiano Mick Fanning foram derrotados por Matt Wilkinson, defensor do título da etapa.
O potiguar chegou a descolar a maior nota do confronto (7.70) nos instantes finais, mas não teve tempo para tentar a virada e saiu da água precisando de 5.03.
Em seguida, Miguel Pupo arrancou a maior nota da bateria (8.50), mas não conseguiu ampliar seu somatório e levou a virada do australiano Owen Wright, autor de 7.50 e 7.17. Em terceiro ficou o havaiano Ezekiel Lau, com 2.17 e 7.60.
Com uma boa atuação nas ondas de Bells Beach, Gabriel Medina fez bonito na estreia e avançou direto à terceira fase.
Em suas duas melhores ondas, Medina somou notas 7.07 e 7.97. O brasileiro chegou a ser ameaçado pelo australiano Stuart Kennedy, que arrancou 7.93 dos juízes, mas não conseguiu trocar sua segunda melhor nota por 7.12.
Vencedor da triagem internacional, Samuel Pupo estreou num momento em que as condições do mar começavam a piorar e não foi feliz na estreia, amargando o último lugar com 3.33 e 2.87.
Em excelente fase, o californiano Kolohe Andino competiu muito bem e dominou o outside com 9.00 e 8.17 nas duas melhores ondas, deixando em segundo o australiano Jack Freestone.
Ao término, a World Surf League transferiu as disputas para a bancada de Winkipop, devido às mudanças da maré em Bells.
Atual campeão mundial e líder da temporada, o havaiano John John Florence começou forte com 8.17, mas viu o francês Jeremy Flores virar o placar com 6.50 e 6.80.
Na penúltima onda, John John, que tinha 8.17 como melhor nota, foi para o tudo ou nada e arriscou um aéreo rodando com uma mão na borda na segunda manobra, recebendo 9.03 dos juízes e complicando a situação de Jeremy, que ainda conseguiu trocar sua segunda melhor nota por 7.07, mas de nada adiantou.
A sétima bateria foi vencida pelo brasileiro Adriano de Souza. Com muita velocidade e determinação, Adriano somou 8.17 e 8.03 dos juízes, dando-se ao luxo de descartar 6.77. Em segundo ficou o francês Joan Duru, seguido por Caio Ibelli, autor de 5.07 e 5.53.
O 11 vezes campeão mundial Kelly Slater também jogou duro em Winkipop e obteve 8.50 e 6.10, batendo o australiano Josh Kerr e o jovem brasileiro Ian Gouveia.
Os brasileiros voltaram a entrar em cena no 11o duelo, com Filipe Toledo. Inspirado, o paulista imprimiu um forte ritmo na água e venceu os adversários com 9.70 e 10, registrando incríveis 19.70 pontos e descartando 6.17, 8.17 e 8.93.
Para arrancar nota máxima dos juízes, o paulista esbanjou velocidade e comprometimento em uma onda sem tanto potencial, chegando a completar dois aéreos na mesma onda e finalizando com uma bela batida na junção.
“Na verdade, eu nem sabia que essa minha última onda tinha sido nota 10, porque eu não estava escutando a locução quando terminei ela lá embaixo”, contou Filipe Toledo. “Eu só ouvi que foi 10 quando estava caminhando pela praia e fiquei amarradão. Eu não achava que a nota seria tão alta porque era uma onda pequena, mas certamente eu fiz tudo o que poderia ser feito nela. Estou feliz que os juízes reconheceram isso e também por estar surfando ondas tão perfeitas como essas de hoje (sábado) aqui em Winkipop”.
A última bateria da primeira fase foi dramática e o brasileiro Wiggolly Dantas chegou a liderar por boa parte do tempo com 8.00 na melhor onda, mas acabou levando a virada nos instantes finais.
O australiano Julian Wilson lutou muito para tomar a liderança, até conseguir 6.50 e 8.93 nas duas últimas ondas. Wiggolly até melhorou seu somatório com 6.10, mas acabou perdendo a batalha junto com o havaiano Sebastian Zietz, autor de 4.17 e 7.77.
Ao término da primeira fase masculina, a WSL promoveu o round 4 feminino. As quatro baterias pegaram fogo e a brasileira Silvana Lima acabou eliminada pela australiana Stephanie Gilmore no último confronto do dia.
Faltando cerca de cinco minutos Silvana vencia a batalha com 6.50 e 5.83, enquanto Stephanie precisava de 9.26.
A australiana reagiu forte com 8.40 em uma onda atacada com uma batida chutando a rabeta e um snap na junção.
Dois minutos depois, Silvana trocou 5.83 por 6.07 e e Stephanie passou a precisar de 4.17. Quando finalizou a onda, a brasileira saiu da água e viu Stephanie encontrar uma boa direita no último minuto. Stephanie não desperdiçou a oportunidade e arrancou 4.77 dos juízes para vencer a batalha.
Segunda fase masculina
1 Jordy Smith (AFR) x Glyndyn Ringrose (AUS)
2 Joel Parkinson (AUS) x Samuel Pupo (BRA)
3 Sebastian Zietz (HAV) x Leo Fioravanti (ITA)
4 Conner Coffin (EUA) x Ezekiel Lau (HAV)
5 Connor O’Leary (AUS) x Jadson André (BRA)
6 Josh Kerr (AUS) x Joan Duru (FRA)
7 Caio Ibelli (BRA) x Ian Gouveia (BRA)
8 Mick Canning (AUS) x Ethan Ewing (AUS)
9 Miguel Pupo (BRA) x Frederico Morais (POR)
10 Stu Kennedy (AUS) x Bede Durbidge (AUS)
11 Kanoa Igarashi (EUA) x Wiggolly Dantas (BRA)
12 Jack Freestone (AUS) x Jeremy Flores (FRA)
Quartas de final feminina
1 Carissa Moore (HAV) x Courtney Conlogue (EUA)
2 Tyler Wright (AUS) x Coco Ho (HAV)
3 Lakey Peterson (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)
4 Johanne Defay (FRA) x Stephanie Gilmore (AUS)
Veja a nota 10 de Filipe Toledo
Veja o depoimento de Gabriel Medina
Confira os melhores momentos do dia