A repescagem do Quiksilver Pro France foi finalizada nesta sexta-feira, em Hossegor, França, com dois brasileiros avançando na prova.
As baterias foram iniciadas em ondas de 1 metro e séries pouco maiores em Culs Nus. Filipe Toledo e Alejo Muniz seguiram adiante, enquanto Wiggolly Dantas, Alex Ribeiro e Jadson André foram eliminados.
Logo no primeiro duelo do dia, o australiano Matt Wilkinson teve muito trabalho para superar o convidado francês Joan Duru.
Dudu começou com 6.50 em uma direita, mas Wilko respondeu forte, também de backside, com 7.83.
O troco do francês veio com 7.63 numa esquerda. No decorrer da bateria, Joan Duru chegou a ampliar vantagem com 6.70 em outra esquerda, mas Wilko conseguiu a virada na onda de trás, atacada com um layback e mais uma boa rasgada. Apesar de cair no inside, o australiano teve 6.73 e venceu a disputa por 14.56 a 14.33 pontos.
Outro candidato ao título mundial que entrou em ação foi o Jordy Smith. O sul-africano vencia a bateria até os minutos finais, quando levou a virada do australiano Ryan Callinan e perdeu por 12.26 a 11.83.
Na terceira bateria, o convidado italiano Leonardo Fioravanti voltou a aprontar diante do 11 vezes campeão mundial Kelly Slater. Leo já havia superado o norte-americano em Margaret River, Austrália, e desta vez venceu a disputa por 13.26 a 10.16 pontos.
Um confronto brasileiro entrou em cena no sexto confronto, com Filipe Toledo encarando Alex Ribeiro. De frontside, Filipinho comandou as ações e arrancou notas 8.67 e 7.00 dos juízes, deixando Alex precisando de uma combinação de 15.68 pontos.
“Estou muito aliviado. Estava super nervoso, mas depois do meu 8.67, me senti muito mais confiante, com a minha prancha funcionando bem”, diz Filipe. “Tenho muita coisa na cabeça agora com o meu bebê vindo, estou tentando dormir um pouco, mas não é fácil com tudo isso acontecendo em casa. É bom ter essa vitória e estou empolgado para a próxima fase”, finaliza o atleta.
Na sequência, Alejo Muniz saiu atrás na batalha contra o amigo taitiano Michel Bourez, mas reagiu com 5.50 de frontside e conseguiu a virada com uma esquerda muito bem atacada faltando pouco mais de um minuto para o término.
No décimo confronto, Wiggolly Dantas começou com 5.67 em uma esquerda, mas viu o norte-americano Conner Coffin assumir a liderança com duas esquerdas muito bem valorizadas pelos juízes, que deram 7.33 e 9.00 pontos. Nos minutos finais, o brasileiro achou um bom tubo para a esquerda e obteve 6.93, mas ficou longe da virada.
“Wiggolly é sempre uma batalha dura, nós já tivemos muitas batalhas acirradas, mas em qualquer bateria que você corre no tour é boa”, diz Conner Coffin. “As ondas estavam divertidas nessa bateria, estou amarradão por estar aqui na França porque este lugar é irado. Estou aqui com a minha família, Ryan e Philippe Malvaux, que vivem aqui e trabalham na Hurley, então é uma energia muito boa. Depois de alguns resultados ruins, coloquei na minha cabeça de apenas curtir toda a experiência do tour, você nunca sabe quando isso vai acabar”, conta o norte-americano.
Fechando a repescagem, Jadson André não conseguiu deter o norte-americano Kanoa Igarashi. A bateria começou devagar e Jadson chegou a liderar com 3.67 e 5.50, mas Kanoa, que tinha uma nota 5.50, virou o placar com 6.93 em uma esquerda. A partir daí, Jadson lutou muito pela virada, mas perdeu precisando de 6.93.
Na terceira fase, o Brasil ganha os reforços de Gabriel Medina, Miguel Pupo, Adriano de Souza, Italo Ferreira e Caio Ibelli, que estrearam com vitória na França.
