Fibra de carbono volta ao cenário

Para quem acha que ultimamente as inovações no mercado de pranchas de surfe estão meio paradas, o shaper californiano Jeff Lausch mostra que isso não é verdade.

 

“Doc”, como é conhecido Lausch, faz pranchas desde 84 e já perdeu a conta de quantos foguetes já fabricou, seja manualmente ou utilizando máquina de shapes.

 

Ao longo de mais de 20 anos no mercado norte-americano, ele acredita que as pranchas de hoje em dia estão melhores do que nunca e revela uma nova tendência no mercado: a volta da fibra de carbono, material bastante usado nos anos 90.

 

“Com certeza continuaremos evoluindo em relação aos shapes para cada tipo de atleta e onda a ser surfada, mas acredito que estamos dando um grande passo testando novos materiais na fabricação das pranchas”, afirma.

 

Desde as primeiras pranchas de madeira utilizadas pelos polinésios até os dias de hoje, os materiais utilizados na composição das pranchas foram os mais variados e, atualmente, Jeff está utilizando com alguns de seus atletas um modelo fabricado com fibra de carbono.

 

Além de ser muito mais resistente e mais leve que a popular fibra de vidro, a fibra de carbono deixa a prancha com muito mais durabilidade, o que melhora sensivelmente a performance do atleta – apesar de aumentar em cerca de 20% o custo em relação a uma prancha convencional.

 

“A prancha com fibra de carbono custa cerca de US$ 1,4 mil, mas o resultado obtido e o aumento da durabilidade compensam o aumento no custo final”, explica o shaper californiano.

 

Atualmente a fibra de carbono está sendo utilizada de uma maneira mais eficiente do que era no início da década de 90, quando “tiras” de fibra de carbono eram colocadas sobre a longarina antes da laminação para dar mais resistência e durabilidade às pranchas.

 

Hoje em dia já existe até uma tecnologia que dispensa o uso de blocos convencionais e técnicas de laminação que estão revolucionando o processo de fabricação das pranchas.

 

Gabriel Garcia, 20, surfista carioca profissional e atualmente residindo na Califórnia, é um dos pilotos de testes das novas pranchas de “Doc”. Garcia testou sua 5’11 nas famosas ondas de Huntington Beach e gostou da performance.

 

“Desde o momento da remada percebi que era uma prancha diferente, ela flutua mais que as convencionais e também é mais leve. Nas primeiras ondas já consegui acertar boas manobras e fiquei satisfeito com o resultado”, declara Gabriel.

 

Para obter mais informações sobre o trabalho do shaper californiano Jeff Lausch acesse surfprescriptions.com .

 

Veja mais imagens de Gabriel Garcia com o novo modelo de Jeff “Doc” Lausch.
 

*Colaborou Nilton Baptista.

 

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