Por trás das notas

Fernando de Noronha, o Hawaii brasileiro

#As últimas lembranças que tenho da paradisíaca ilha de Fernando de Noronha são de impressionar e me dão a certeza de que em nossa costa temos, em pelo menos um lugar, algo parecido com as famosas ondas havaianas: ondas tubulares quebrando em fundos de pedra e areia, com água verde transparente, quente e limpa.

A seqüência de ondas do Fábio Gouveia na praia do Abras, que passa no começo do filme Surf Adventures – O Filme é simplesmente épica, as ondas do Porto, filmadas de lado, lembram o South Shore de Oahu. Isso sem falar nos tubos da Cacimba do Padre, do Boldró, Conceição entre outros picos.

#As primeiras imagens que tive de Fernando de Noronha também eram de impressionar, feitas em Super 8 por um dos surfistas dos pioneiros na ilha, o potiguar Felipe Dantas, na década de 70 – quando os militares controlavam a área.

Aquele pequeno rolo de filme nos revelou ondas grandes e perfeitas, incluindo Ururo, que é a direita do Abras e que dificílmente quebra.

Demorei a conhecer o nosso paraíso, muito mais por falta de oportunidade do que por qualquer outra razão.

Como não sou pé frio, logo que cheguei, as ondas estavam com 5 pés e com a maré ficando cheia pela tarde. A Cacimba do Padre era a melhor opção, picos para os dois lados, com tubos se formando em praticamente todas as ondas.

#As direitas do meio da praia na maré cheia encontram um banco de areia muito similar ao de Off the Wall e ao Backdoor de Pipe. Ondas lindas quebraram durante três dias, peguei bons tubos, mas fiquei com gostinho de quero mais.

Semana passada, o circuito WQS foi recebido com grandes ondas na ilha e o evento começou no Abras com 6 pés plus, e terminou com 5 pés na Cacimba do Padre com show de tubos e vitória de Vitor Ribas, que está se firmando como um excelente tube rider.

É muito bom para o circuito esta etapa de Fernando de Noronha, pois assim novos nomes podem surgir e mudar um pouco o cenário desgastado de campeonatos em ondas pequenas na água gelada e com vento maral.

O nosso verão é a melhor época do ano para o surf no arquipélago, pois como ele está localizado em alto-mar e próximo a linha do Equador, Noronha recebe grandes ondulações vindas do Atlântico Norte quase todas as semanas, com ondas de 6, 8 pés de vários formatos e muitos tubos. Nada mal para quem não pode ou não quer ir ao Hawaii.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.