Fernanda Infante, 19, local de Praia Grande (SP), depois dos resultados expressivos nos Circuitos Paulista, Universitário e Brasileiro, realizou a viagem dos seus sonhos para a Austrália.
Confira abaixo o relato que a jovem atleta preparou com exclusividade para os usuários do site Waves.
A Austrália realmente é um sonho de olhos abertos. Quando cheguei fui direto para a casa de umas amigas, que me acolheram muito bem e são brasileiras.
Me hospedei em Manly, uma praia que só tem brasileiros. Cheguei cansada e fui dormir cedo, estava ventando e pensei em surfar logo cedo pela manhã.
No dia seguinte, um vento constante soprava. Estava acostumada com o Brasil, onde venta e depois para, pelo menos na região do Litoral Sul de São Paulo é assim. Lá não, venta o dia todo, em compensação tem onda o dia todo.
A primeira praia que surfei foi em Whale Beach e depois Fresh Water, ao lado de Manly. Peguei também umas ondas em Curl Curl.
Só surfava outras praias quando um amigo nosso podia me levar, já que as meninas estavam sempre ocupadas.
Peguei altas ondas todos os dias sempre entre meio metro e um metro, perfeito e abrindo muito,
mas meu sonho mesmo era conhecer Gold Coast e surfar em Snapper Rocks.
Meu amigo André apareceu. Voltaria para o Brasil em uma semana e também não conhecia a Gold Coast. Arrumamos nossas malas e nos jogamos pra lá, rumo ao nosso sonho.
Chegamos lá ao anoitecer e nos hospedamos num hotel localizado em Surfer’s Paradise.
No dia seguinte fui olhar o mar. Estava gigante! Muito vento e a arrebentação lá atrás, não dava prá entrar, pois além de não ter ninguém na água, estava muito frio, sem contar o medo de dar de cara com um tubarão, daqueles que têm residência fixa na região. Me restou dar uma volta conhecer o lugar.
Realmente a Austrália respira surf. Em qualquer lugar que se vai, encontra-se uma surfwear: Roxy, Quiksilver, Rip Curl, Billabong, Oakley, Globe, Element, enfim, um sem número de lojas e artigos para surfistas.
Apesar de ter falhado na primeira tentativa, pegamos um ônibus novamente rumo a Snapper Rocks.
Chegando lá, vi as praias e fiquei muito feliz. Senti a vibração, energia e a alegria que só estando lá para saber. Altas ondas, perfeito, muito perfeito!
Ficamos em Collangatta na cara do gol e então fui surfar.
Quando cheguei perto e vi o mar, constatei que as ondas tinham aproximadamente um metro e meio e nem parecia muito perfeito, porém vi aquelas ondas quebrando na minha cara, o pessoal surfando, toda aquela extensão da onda de Snapper, o Mineirinho entrando por umas pedras, o Kelly Slater conduzindo a água sob sua prancha e a Stephanie Gilmore muito simpática e gente boa arrebentando.
Enfim, fiquei observando por quase uma hora, quando tomei coragem e apesar de ter tomado muita onda na cabeça, fui ficando e o mar foi baixando.
Aos poucos fui pegando mais a manha, até que comecei a pegar o pé e surfava ondas em que antes eu caía, por não agüentar mais ficar sobre a prancha.
Comecei a rir por pura felicidade, imaginem o que os australianos pensavam de mim, maluca né!?
Ver golfinhos na água me deixou muito emocionada. Mesmo sendo muito comum para eles fiquei muito feliz.
Uma viagem de vida, aprendizado, que levo como minha primeira e real experiência. Retornarei e sempre batalharei para chegar longe.
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