
Terminou no último domingo mais uma edição da Action Sports Retailer, mais visitada e comentada feira dos segmentos surf e skate dos EUA.
Muitos stands impressionaram pelo tamanho e pelas agressivas estratégias de marketing.
Sem dúvida, a Volcom foi a marca que mais atraiu atenções, promovendo uma verdadeira “Oktoberfest” dentro da feira.
Todo o staff da marca estava vestido como alemães, dançando com roupa e música típicas e canecos de chopp nas mãos distribuindo a

bebida de graça para todos.
Os corredores ao redor do stand estavam sempre congestionados. Havia também muitas brincadeiras, como dança das cadeiras e banho de talco.
O público prestigiava em massa na busca pelos cobiçados prêmios. Longe dali, o stand fechado da marca atendia os lojistas.
A Lost também brigava pela atenção do público, distribuindo energéticos e cerveja em embalagens com o logo da marca superdestacado, embalado pelo som a mil por hora.
Esses dois stands, voltados para ações com o público, ficavam localizados um em frente ao outro para estrategicamente congestionar o corredor onde estavam.
Outra apresentação interessante foi da marca de óculos Spy, que possuía todo o staff vestido como comissários de bordo dos anos 50. Os caras usavam gravatas louquíssimas e as garotas apareciam em minivestidos.
Muitas outras marcas produziram brindes, principalmente bolsas de pano com alça comprida ao invés de sacolas de papel. Também foram distribuídos cds e peça de vestuário, como calcinhas e cuecas por lindas modelos vestindo os brindes sumários.
Camisetas exclusivas, desde baby look até a tradicional t-shirt, com o logo da marca e o numero do stand na feira também foram utilizadas para atrair compradores e público.
Marcas novas também usaram a ASR para mostrarem imagem e coleções, como a NKE 6.0, nova marca da Nike – com confecção e calçados voltados para os teens radicais.
Outra novidade é a November, marca australiana que estreou na feira e chamou a atenção pelo bom gosto e inovação. A marca tem o brasileiro Jun Hashimoto à frente do estilo.
Também marcaram presença a Radioactive, nova marca de calçados radicais inspirados no golf; e Miss Me, marca feminina que fez barulho com as modelos circulando pela feira com roupas justas de boa modelagem.
Clique aqui para ver a galeria de fotos da ASR 2005.
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A área de biquínis era composta por pequenos stands, a maioria confeccionada com peças contendo muito brilho, bordados e detalhes inspirados na Índia.
Marcas brasileiras como Cia Marítima, Floripa, Salinas, Blue Man, entre outras, representaram muito bem a criatividade, bom gosto e superioridade em material de modelagem.
Inclusive na capa da revista da feira ASR-Line up brilhava a lindíssima modelo brasileira Daniela Sarayba em um biquíni da Cia Marítima. Os ‘fashion shows’ deixaram a desejar. Patrocinados pela revista Elle Girl e Urban Decay, não conseguiram atrair a atenção nem da mídia nem do público.

A produção era inadequada, as modelos frias e sem empatia com o publico, o som careta, a estrutura de palco minúscula. Taí um ponto a ser melhorado?
O skate recebeu atenção especial com um grande evento intitulado “Game os skate”, que premiou com US$ 50 mil. O vencedor do campeonato de manobras atraiu grande público e toda a mídia especializada.
A maioria das marcas de skatewear e calçaados voltados para o esporte estavam presentes na feira com stands enormes, quase todos seguindo a tendência de ter dois ou mais stands separados para as diferentes coleções ou para atender lojistas e outros para mostrar seus atletas e estratégias para o público.
Aconteceram também seminários e outros eventos paralelos voltados a profissionalização do segmento como um todo e também voltados à nova atitude que se espera dos atletas, conscientes de sua responsabilidade como formadores de opinião entre os consumidores e apreciadores da marcas que os patrocinam.
As grandes causas também não foram esquecidas, com o mercado angariando fundos para ajudar quem precisa. Uma grande festa no sábado, na casa de Fernando Aguerre, fundador da Reef, reuniu a nata do surf/skate business onde foi realizado um grande leilão em prol das vítimas de malária na Indonésia. Várias ONGs também tinham stands promovendo e lutando pelas mais variadas causas.
Enfim, foram três dias especiais em que muito além de comprar e vender, as pessoas estiveram presentes para trocar idéias, interesses e opiniões. Nada substitui o contato olho no olho.
Apesar de toda a tecnologia presente no mundo de hoje, as pessoas ainda precisam se conhecer e ter empatia para realizar negócios e as coisas fluírem. A feira de negócios é uma ação indispensável onde nenhuma marca pode se dar ao luxo de estar de fora. Afinal, quem não é visto não é lembrado.
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