Wavescheck Rio

Fedoca revela Zona Sul

Em 1990, a Kodak lançava sua primeira câmera digital profissional, a DCS 100 (seria vendida comercialmente apenas em 1991).

 

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Naquele mesmo ano, fiz um acompanhamento diário das condições das ondas do Rio para a edição de julho da revista Surfer. Época de Copa do Mundo e Arpoador a mil.

Agora, 20 anos depois, o Waves possibilita minha volta à cobertura diária dos picos da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Do Posto 5 de Copacabana até o Canto do Pontão do Leblon é uma pedalada boa – aproximadamente 16 quilômetros de ida e volta. Sol / chuva, Sudoeste forte / terralzinho, altas ondas / flat total, maré cheia / vazia. São as dualidades da vida!

E ainda há os personagens matinais, como a menina triste, o gringo que leva os gêmeos de carrinho, o cara em Copa que fala em altos brados ou o pessoal saindo das noitadas.

 

Mas uma coisa é notória: Copacabana está bem mais limpa em todos os aspectos de uns meses para cá. Ipanema e Leblon também estão ótimos, mas estes bairros não estavam tão degradados.

 

Uma forma de comprovar isto é a quantidade de filmagens que acontecem (outro dia só no Arpoador eram duas e uma produção fotográfica), aliadas ao inverno seco, que deixa a atmosfera bem propícia.

 

“O homem viaja pelo mundo todo para descobrir que o que ele procura está em casa” (Robert Louis Stevenson).*

 

Ou seja, a galera viaja mundo afora, pegas altas ondas em picos como Mentawaii, Teahupoo, Pipeline, Uluwatu, entre outros, e chega em casa cheio de saudade de pegar um Arpoador.

 

Algumas comparações também são inevitáveis: “Está demais, parece Uluwatu”, “Posto 5 está igual ao Off-The-Wall”, “Pipeleme” e outras frases frequentes como a maioria das pessoas já fez alguma vez.

 

E aí é que entra o X-9 para entregar geral!

 

Antes de sair pelo mundo em busca das ondas perfeitas, o lance é manter o ritmo e treinar em casa. Por isso existe o Wavescheck, para saber de casa qual é a boa. Porque às vezes é só atravessar uma rua para encontrar as melhores ondas – bem mais fácil do que atravessar um oceano!

Fernando “Fedoca” Lima é fotógrafo e legend desde os tempos da pioneira revista Brasil Surf. Ele também foi um dos fundadores do site Click Surf e atualmente é correspondente do Wavescheck na Zona Sul do Rio de Janeiro.

 

Fedoca conta com apoio da Insane.

 

*Robert Louis Balfour Stevenson (1850-1894) foi um novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.