
O vento já estava bem forte de manhã. No dia anterior, eu havia combinado com Márcio Batatinha, dublê de free-surfer, advogado e professor de Yôga, que se o mar subisse iríamos de barco para mais uma faxina na costa oeste da Península de Bali.
Quando saímos da Baía de Jimbaram com a maré vazia, muitas linhas no horizonte já espumavam como se quisessem mostrar os lugares rasos da Baía para que os evitássemos.
O primeiro pico foi Balangan, com séries boas, porém demoradas e com muito vento. Seguimos para Bingin sem passar por Dreamland, porque de longe já vi uma série linda quebrando.

Chegamos lá e na primeira leva de seis ondas e senti que estava muito bom. O vento forte não entrava, pois o reef era protegido pela angulação do cliff naquele lugar.
Das seis ondas que entraram, em quatro a galera que estava no pico pegou tubos profundos. Seguimos para Padang, que estava sem formação para surfistas.
Entretanto oito bodyboarders faziam a mala com tubos insanos e batidas “El Rollo” no final da seção.
Finalmente fomos a Uluwatu, mas estava com muito vento e segurava as ondas. O drop estava muito difícil, pois saía muita água da crista das ondas. Na volta descolamos um bom tuna fish (atum) num barco de locais para encerrar o dia de surf com um bom e sarado rango.
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