Depois de fazer a cobertura do catarinense de longboard, em Balneário Camboriú, eu (Herbert Passos Neto) e Rafael Sobral fomos curtir uma folguinha no sul do Estado. O destino foi um dos melhores lugares para surf do Brasil: o farol de Santa Marta.
O Farol tem uma grande variedade de picos e quebra com qualquer condição de ondulação ou vento. Logo que chegamos, fomos direto para a praia do Cardoso, conhecida por sustentar grandes ondulações.
Não era a melhor opção, mas era a nossa primeira vez no pico e o fim de tarde se aproximava. Na areia, encontramos Luiz Juquinha, que também foi para lá depois do campeonato.
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Tinha um metrão servido com água quase morna, mas não estava muito legal. No entanto, isso não impediu Rafael Sobral de tirar um tubaço numa direita. Mas bom mesmo, foi no dia seguinte…
Após nos encontrarmos novamente com Juquinha, conhecedor do pico, seguimos para a praia da Cigana, que segundo ele, seria a melhor opção.
Dito e feito: esquerdas de um metro a um metro e meio com terralzinho e uma seção caverna de tubo no inside. A única parte chata, foi um crowd que chegou botando marra e resmungando no pico.
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O clima esquentou e, na minha última onda, um maluco entrou atrás de mim e depois voou para agarrar a minha rabeta. Por pouco não conseguiu. Todo mundo pegou altas.
Luiz Juquinha abusou dos cutbaks e hangfives estilizados. Mas atração do dia foi Rafael Sobral, que mostrou porque ainda se mantém entre os melhores longboarders do país.
Além de bicos e batidas, ele tirou o melhor tubo do dia e também da barca. Depois de atrasar totalmente a prancha, segurou na borda e desapareceu dentro de uma craca de um metrão no inside e depois saiu por debaixo da junção.
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Algumas ondas depois Sobral mandou um floater numa junção que fez até mesmo o crowd chato vibrar.
À tarde, partimos para Guarda do Embaú, pois além de estarmos 2h mais perto de casa no dia seguinte, teríamos chance de pegar ondas tão boas quanto no Farol.
Para nossa sorte, tinha um metrão quebrando no canto com o crowd menos intenso da pós temporada.
Apesar da queda ter sido rápida, foi suficiente para Rafael, que surfava pela primeira vez na Guarda, sentir o potencial do pico.
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Peguei uma esquerda tão linda que ainda não saiu da minha cabeça… depois de entrar remando de joelhos com o 9?6??, passei duas longas sessões pendurado no bico, intervaladas por uma forte cavada seguida de um tubo.
No dia seguinte o velho ditado ?Deus ajuda a quem cedo madruga?, se cumpriu. O sol nem tinha nascido direito e já estávamos pegando altas no meio.
Um metrão na série com algumas ondas proporcionado tubo. O quebra-coco estava sinistro, mas nem por isso deixamos de arriscar os barrels.
A maioria foi morte horrível, mas as poucas que deu para sair compensaram tudo.
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Logo depois de sair da água, já estávamos na estrada de volta para casa.
O balanço da barca foi positivo: cinco dias de barca, cinco dias de ondas boas!
Santa Catarina tem mesmo altas ondas e a galera de lá está lutando pela divulgação do longboard no Estado.
Obrigado a Deus por nos abençoar durante toda a barca, e boa sorte para a recém criada Associação Catarinense de Longboard.
Boas ondas para todos e até a próxima!
Herbert Passos Neto
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