Ao entardecer da última terça-feira (5/8) fui à Padang com a missão de tirar fotos para o Wavescheck Indonésia, já que meu pai (Darcy) estaria em Denpasar consertando sua câmera e fazendo uma manutenção no motor do barquinho.
A maré estava bem seca e às vezes entravam umas séries regulares. Minha amiga Brunna Côrtes e eu fomos andar pelos corais para tirar algumas fotos da valinha que estava rolando.
Ao passar em umas das cavernas de coral vimos Kelly Slater e Dane Reynolds fazendo algumas fotos. Na seqüência, encontramos alguns brasileiros que competiram na etapa do WCT.
Depois de trocar uma idéia com Neco Padaratz e Heitor Alves percebemos que uma fumaça saía do barco encalhado. Não demos muita importância e depois de tirar mais algumas fotos voltamos à areia.
Estávamos apreciando o pôr-do-sol e vimos o barquinho vermelho dos salva-vidas saindo da área perto do barco encalhado em disparada para a areia. Então tivemos a noção do que realmente estava acontecendo.
O barco encalhado na bancada de coral da praia de Padang estava pegando fogo. À medida que os minutos passavam as chamas aumentavam. Pelo casco do barco ser feito de fibra e não de metal como a parte superior da embarcação, provocou uma fumaça muito preta e tóxica.
No momento não tenho informações suficientes para explicar como tudo aconteceu. Alguns inventam histórias mirabolantes, enquanto outros dizem que foram os fantasmas dos piratas.
Não tenho certeza quais outras teorias aparecerão, mas deixarei vocês informados.
O sol já quase se fora por inteiro, a luz que iluminava as ondas vermelhas era a luminosidade que vinha das chamas incandescentes do barco, que também emanava muita fumaça.
E mais uma vez, nada foi feito.
