Falta de patrocínio preocupa brasileiros

Com a desistência dos australianos Mark Occhilupo e Daniel Wills, 17 brasileiros representam o Brasil na segunda edição da etapa sul-americana do ASP Fosters World Championship Tour (WCT), na segunda edição do Nova Schin Festival WCT Brasil 2004, praia da Joaquina, em Florianópolis, Santa Catarina.

 

Apesar de estarem na elite do surf mundial, alguns brasileiros ainda enfrentam o problema da falta de patrocínio. Na coletiva de imprensa que aconteceu na última segunda-feira, durante a abertura do WCT 2004, Peterson Rosa, brasileiro melhor colocado no ranking, enfatizou a questão.

 

“Os empresários precisam acordar e investir melhor na nova geração, porque corremos o risco de ter um número cada vez menor de brasileiros na elite do WCT ou um campeão mundial”disse  o 13o no ranking mundial .

 

Outro brasileiro da elite mundial preocupado com o fato é o pernambucano Paulo Mouro. Décimo nono do ranking, Moura encabeça juntamente com Guilherme Herdy, vigésimo oitavo, a batalha para melhorar as condições de patrocínio do esquadrão verde-amarelo.

 

“Apesar de não termos um entidade própria para isso, tentamos fazer o papel que o Teco Padaratz tinha quando nos representava. A nossa voz na Association of Surfing Professional (ASP) melhorou muito, agora necessitamos de maior apoio do empresariado nacional. Tudo tem que caminhar junto: empresários, mídia e atletas”, comentou.

 

Quanto à sua participação no Nova Schin Festival WCT Brasil 2004, Moura disse que está com confiança e tranqüilidade e espera melhorar ainda mais sua colocação no ranking.

 

“Tenho treinado muito aqui na Joaquina pensando no mundial. Sei que isso não decide, mas ajuda muito”, disse o Top surfer.  

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