
Depois da quinta colocação no Vans Hawaiian Pro, etapa do WQS encerrada na última segunda-feira em Haleiwa, o paraibano Fábio Gouveia vai em busca de uma mais que possível vitória em Sunset.
Fabinho é especialista na poderosa onda havaiana, onde já venceu (Hard Rock Cafe, 1991) em ondas médias que lembravam e muito a pequena e nordestina Baía Formosa (RN), pico bastante freqüentado por ele no começo de sua brilhante carreira.
O evento em Sunset começa nesta sexta-feira. Fabinho tem o objetivo de retornar ao WCT em 2006. A tarefa ficará menos difícil caso o paraibano termine bem colocado este ano na divisão de acesso, o WQS.
Se vencer em Sunset, Fabinho torce pelo tropeço de seus principais adversários no ranking para garantir o retorno à elite do surf mundial um ano antes do esperado. Isso só viria a coroar o ano fabuloso do atleta.
Em 2004, o criativo e premiado filme que documenta a sua carreira, “Fábio Fabuloso”, caiu no gosto das pessoas que previamente assistiram em festivais no Rio e em São Paulo.
Foi sempre no povo que Fabinho encontrou o grande reconhecimento, tendo ele, há alguns anos, sido escolhido o melhor surfista do Brasil pelos leitores da revista Fluir.
Pigmeu gigante em Haleiwa – O melhor brasileiro no WQS de Haleiwa foi o pupilo pernambucano Bernardo Pigmeu, terceiro colocado na final vencida pelo havaiano Sunny Garcia.
“Pig”, que tem o reconhecimento de Fabinho pela evolução e atitude, é um típico surfista nordestino, daqueles que ouvem Reginaldo Rossi e gostam de fazer da porta de trás a serventia para seu surf.
Aliás, é no Backdoor que Pigmeu tem mostrado todo o seu potencial, o que não o faz dispensar a porta da frente. Na de Pipe, ele já conseguiu uma nota 10.
Além de Pigmeu e Fabinho, outro nordestino que brilhou nas ondas de Haleiwa durante a etapa do WQS foi o pernambucano Paulo Moura. Assim como Fabinho, Moura só foi barrado na semifinal e terminou em quinto lugar.