
Bodyboarders internautas, quando se ouve falar em quadrinhos, o que vem à cabeça? Super Homem? Mulher Maravilha? Mônica e Cascão? É hora de pensar diferente. O Super Homem e a Mulher Maravilha já eram.
Para bodyboarders de verdade, nada melhor que bodyboard em quadrinhos. Agora imagine uma pessoa que vê o desenho como terapia. Que para saciar a ausência do mar devido a seu ritmo de vida, alucina nos desenhos. Tenta passar para o papel, o sentimento de alegria que sente quando está no mar.
Estamos falando do carioca, Fábio Ferreira, mais conhecido por Fabinho, o responsável por essa arte. Não pense que isso é trabalho para qualquer um, é um dom está no sangue. Fábio é filho do supertalentoso desenhista Ferreth e foi por esta referência que tudo começou.

De forma natural, seu pai deu alguns toques, mas nunca o forçou a desenhar. Enquanto moleque, Fabinho andava muito de skate e quando estava completando 16 anos foi morar em um bairro próximo a praia, no Rio de Janeiro. Ganhou seu primeiro bodyboard e assim foi conhecendo nosso universo. Se apaixonou, pegou onda intensamente por cinco anos. Foi quando começou a desenhar ondas no fundo de sua prancha e nas de seus amigos.
Não parou mais, passou no vestibular e começou a trabalhar como designer gráfico. E com isso, veio a redução de seu tempo no mar, de suas quedas. Restaram apenas os fins de semana, mas Fábio vem brilhando com seus desenhos de absurda criatividade, e é por isso que vamos saber mais sobre o bodyboard na vida de Fabinho:

Qual o seu ídolo no bodyboard, aquele que é a referência no estilo de seus quadrinhos?
Guilherme Tâmega sem dúvida é meu ídolo, Mike e o Eppo, também. Quando faço os desenhos me inspiro nesses caras. Desde a época que GT ganhou o seu primeiro título Mundial, passei a considerá-lo ídolo. Ver o cara cair do meu lado em Copa ou na praia do Diabo é o máximo.
Qual seu pico preferido e o qual lugar pretende conhecer?
Pipeleme é meu pico escolhido, e Fernando de Noronha é um lugar que quero conhecer em breve.

E a galera que pegava onda junto com você? Aquele povo da arte no fundo das pranchas. Continuam reunidos?
Erámos um grupo de amigos que sempre caiam juntos. A praia do Diabo (RJ) era o nosso quintal, presença certa todos os dias. Agora cada um tem seus compromissos profissionais e responsabilidades. Nenhum deles seguiu no esporte, o que é uma pena, essa galera tinha futuro, mas sem patrocínio muitas estrelas se apagaram.
Mentirinha, Pinóquio, Adri, Pirata, Louquinho, Vitor Wakaiama e o bodysurfer Spree, Grande abraço para todos. Sempre marcamos uma queda para lembrar a época onde o bodyboard era a nossa única preocupação.
Qual é sua manobra preferida?
Não existe melhor sensação do que estar dentro de um tubo. Existe? O tubo é o momento mais sublime da onda. A visão perfeita de dentro do salão. São Conrado é o melhor pico do Rio para desfrutar esta maravilha. No desenho também adoro desenhar tubos.
Fale um pouco do feeling que você coloca nos desenhos.
Passo a energia real do que é o bodyboard. O contato com a natureza é maravilhoso no esporte. Aliás, esporte não. Está mais para um ideal de vida se pensarmos melhor.
Esses picos retratados nos desenhos surgem de inspiração espontânea, de dentro da mente? Ou você busca inspiração real, cenários reais?
As ondas estão na imaginação, mas influência para o meu desenho? Admiro muito o trabalho de um cara que já se foi, o Rick Griffin. Um puta desenhista americano que trabalhava para a revista Surfer. Eu não penso exatamente numa praia. Mas vejo muitas fotos de ondas do mundo inteiro! Daí vão saindo os rabiscos no papel.
Onda perfeita?
As esquerdas mágicas de Padang Padang, Indonésia.
Fale sobre a sua vida profissional. Atualmente você trabalha em que empresa?
Trabalhei por três anos como designer no jornal “OPASQUIM”. Infelizmente ele acabou no mês passado. Agora estou trabalhando para a revista Ester um novo desafio na minha carreira. Além de vários trabalhos freelancer como ilustrador e quadrinista.
O que você pensa sobre o futuro do esporte?
O esporte agora está ém uma fase onde os nossos atletas são respeitados lá fora e com um nível superior aos surfistas de pranchinha. O nosso problema é o reconhecimento das empresas em patrocinar os atletas. O talento existe em todo Brasil, só falta incentivo.
O que o esporte trouxe de positivo na sua vida?
Aprendi a importância da preservação da natureza, e de manter o bem estar físico e metal.
Para saber mais sobre o Fabinho, acessem www.obirita.kit.net