Vilas do Atlântico

Session feminina

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Surf Treino Vilas do Atlântico terá session show exclusiva para as meninas. Foto: Sávio Ribeiro / Animar

Surfe não é coisa de homem, como muitos dizem. Mulher também surfa. Essa é a essência do esporte e a essência da vida, e levando isso a termo, a Associação da Praia do Surf (APS) trabalha pelo resgate do surfe feminino na Bahia.

No próximo dia 18 de outubro, a praia do Surf, em Vilas do Atlântico (BA), recebe a segunda etapa do Circuito de Surf Treino com uma session show feminina. O início da competição está marcado para às 8 horas da manhã.

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O início das mulheres no surf
Hoje em dia é cada vez mais comum ver mulheres surfando em campeonatos e até mesmo em treinamentos voltados para aprender surfar – as famosas escolinhas de surf. Em vários esportes, a mulher está ganhando seu espaço e o surf tem promovido a inclusão do gênero feminino há algum tempo.

Já fazem mais ou menos 100 anos que as mulheres marcam presença no cenário – não só nacionalmente, como internacionalmente. A primeira aparição de mulheres nas ondas foi em 1914, com a destemida Isabel Letham.

Naquela época, as pessoas eram muito conservadoras porém, a australiana desafiou seu pai e foi para as ondas, sendo uma das pioneiras do surf feminino de pé, já que na Austrália, o bodyboarding era mais conhecido e as pessoas pessoas tinham costume de ficar de pé em suas pranchas.

Agora devem estar se perguntando. E no Brasil, quando a mulher teve seu lugar no surf?

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No Brasil
Em nosso país, foi Margot Rittscher, ainda na década de 60 que deu os primeiros passos sobre uma prancha. Na época, a corajosa santista surfava com a “tábua havaiana”. Todos devem lembrar de alguns filmes com aquelas grandes tábuas de madeira.

E como surgiu o desejo do surf na vida dessa mulher?

Como grande parte dos surfistas, o desejo inicial veio do amor pela natureza, pela água e principalmente, pelo mar. Do mesmo modo foi com Margot, uma mulher que amava o amar e amava estar próxima a ele.

Essas grandes mulheres deram o primeiro passo para a entrada da mulher no surf. Devido ao imenso preconceito na época tudo se tornava muito difícil para fazer o que se amava.Hoje em dia é comum ver uma menina surfando, comprando equipamentos de surf e até mesmo usando gírias tão famosas entre os surfistas.

Na vida, a persistência é essencial, e foi assim que elas ganharam espaço na sociedade. Persistindo e lutando para realizar seus sonhos e planos. E é graças a essas mulheres que uma grande parte da geração foi influenciada, facilitando a continuidade do esporte para as gerações futuras.

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