
Foi difícil começar a escrever esse texto, porque na verdade, ele é bem triste. Há 10 minutos recebi uma ligação do Camarão para contar que o consulado americano negou visto do Luis Eduardo Pedra, o Dudu.
Logo em seguida, liguei pra ele e tentei amenizar o sofrimento do cara, mas…
A primeira coisa que eu pensei foi: “Se não foi, é porque não era pra ser”. Talvez alguma coisa ruim estivesse pra acontecer e as conseqüências seriam piores, sei lá, não tem explicação. Foi Deus que não quis. E pedi pra ele, mesmo assim, fazer uma oração e agradecer por tudo e tenho certeza que ele fez.
Incrível foi o cônsul ter negado o visto, mesmo depois de ler todas as matérias sobre o Dudu durante o ano e ver fotos, a capa do filme, e mesmo assim tê-lo vetado. Acho que ele está de mal com a vida ou algo parecido, mas fazer o quê?
O que dói mesmo é ver o planejamento de um ano inteiro, ou melhor, um sonho ser destruído por uma pessoa que não tem nada a ver com a nossa vida e nem imagina a conseqüência daquele veto. E, lembrando o que eu ouvi esses dias, quanto vale um sonho? Quanto você pagaria pra ir pro Hawaii? Quanto você pagaria para poder estar lá com seus melhores amigos? Não tem preço.

E o que não tem preço dinheiro nenhum pode pagar. Ironia ou não, cem dólares é o preço só pra marcar a entrevista com o cônsul. Ridículo! E o pior de tudo foi ouvir a voz triste do Dudu pelo telefone e imaginar tudo aquilo que está passando pela cabeça dele. Sinceramente, eu fiquei mal, assim como o Camarão, Paulo, Otávio, Adipas e toda a galera que admira o Dudu.
Estamos praticamente decididos a não ir para o Hawaii e talvez uma outra viagem pra fazer o próximo filme. Seja o que Deus quiser. Certamente em breve estaremos divulgando nossos novos planos para este ano, ou seja, o plano “B”.
Pedimos desculpas aos admiradores do “QUE!”, em especial aos que se amarram no Dudu e estavam ansiosos para ver sua performance no Hawaii. Fica pra próxima. E pra você, Dudu, fica meu abraço e de toda a nossa galera que tanto te admira. E, lembre-se, perder uma batalha não significa perder a guerra!
“Fé em Deus que ele é justo. Hei, irmão, nunca se esqueça: na guarda, guerreiro, levante a cabeça”.