Estranhos apavoram litoral carioca

São Paulo, 26 de julho de 2006. Trânsito patético numa das maiores metrópoles do mundo, certamente a maior do Brasil.

 

Em meio a todo esse caos, a marca Weird reuniu sua equipe de aerialistas dentro de uma Kombi ano 78 caindo aos pedaços.

 

O destino: Rio de Janeiro. O projeto: produzir o novo filme da marca, intitulado Drive’n Throw Up.

 

O objetivo: fazer um ?reality show? mostrando o surf underground de aéreos no Brasil durante um mês pelo litoral do Rio até o Sul de Santa Catarina.

 

No entanto, logo na saída de São Paulo descobriram que a Kombi não passava de 80 km/h, na descida.

 

Depois de andar muito na pista da direita levando desaforo de caminhões e sete horas de estrada, os Weirdos alcançaram seu destino às 4 horas da madrugada.

 

No dia seguinte, às 8 horas da manhã, para surpresa de todos os ?tricksters? já estavam de pé (pela primeira vez na história da marca).

 

Na praia do Diabo, em frente ao pico em que estavam hospedados, já dava para ver que o mar estava bom.

 

A galera então rumou para o píer da Barra. Chegando lá avistaram uma onda de 1,5 metros quebrando do lado direito do píer, abrindo um belo tubo com terral. Não é o tipo de onda predileta dos aerialistas, uma vez que eles amam ondas tortas, marrons e pequenas, mas o pessoal logo viu que a viagem renderia boas imagens.

 

Faziam parte da primeira parte do projeto os tricksters Rodrigo Generik, Etam Paese, René Oliveira, Caetano Vargas, e em poucos minutos de session, se juntaram ao crowd Guilherme Tripa, Pedro Scooby e Ruy Costa.

 

No outside, a cada onda surfada saía uma tentativa de algum truque aéreo. Caetano Vargas, dono de um surf forte com estilo limpo, mostrava seu talento para competir, enquanto René procurava os tubos e Etam e Generik juntaram-se aos aerialistas locais para praticar tricks como back flip, Kerrupt, Sex Changes e Big Spins.

 

No fim das contas saíram boas imagens de toda essa bagunça, tanto de surf como fora d?água. A quebra da Kombi, a alimentação precária, o “Pelourinho da Weird” (a pessoa que não rendesse boas imagens seria chicoteada nas costas), cenas como Caetano se deliciando com uma boneca inflável no banco de trás da Kombi e Etam inválido por ter um pé quebrado e um corte profundo no outro.

 

No total a passagem pelo Rio de Janeiro incluiu praias como Joatinga, Prainha, Diabo, Barra e Laranjeiras. Todas proporcionaram boas ondas e renderam alguns tubos e aéreos.

 

No lado ?lifestyle? da viagem foram filmadas bizarrices como o Jim (gringo que conhecemos) atravessando uma agulha cirúrgica pela mão; Generik bebendo 500 ml da própria urina; e os weirdos conhecendo o verdadeiro funk carioca, com beldades se esfregando em seus corpos raquíticos.

 

O Drive?n Throw Up ruma agora para o litoral de São Paulo. Agradecimentos ao canal Woohoo, que acompanhou a passagem do projeto pelo Rio; ao portal Waves.Terra pelo espaço cedido ao lado obscuro do surf; a New Advance pelos acessórios; aos shapers Jorge Dornellas e Daniel Aranha; a Luiz Blanco pelas fotos feitas na Barra; e à boneca inflável que proporcionou noites de prazer aos Weirdos.

 

Para obter mais informações acesse weird.com.br.

 

Clique aqui para ver galeria de fotos da barca

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.