
É galera, está na hora da verdade. No tempo certo, na hora certa, as coisas se ajeitam como devem ser. O que te deixa de cara no Bodyboarding Brasileiro?
A falta de patrocínio? A poluição de nossas praias? A violência urbana? Os campeonatos do Circuito Brasileiro? O que deixa indignado? Quero saber o que te incomoda, o que puxa o freio de mão do esporte que tanto amamos.
Fale sobre as situações que aconteceram nas duas últimas etapas brasileiro, recorde-se do circuito do ano passado. Está lembrado da etapa de Campos de 2002, na Praia do Xexé? Lembra da cobertura que assistimos na SporTV que irada? E a etapa de Maracaipe? Depois Rio das Ostras e uma cobertura maneira, maior assistência ao atleta, mesa de frutas, água, camiseta… Barra do Jucu, Floripa e Ceará. Quem acompanhou estas etapas pode falar melhor sobre os pontos que precisam ser melhorados urgentemente e os que a médio prazo têm que ser sanados.

A pior coisa que existe é ficar parado, e quando a gente vê uma situação se encostando, tropeçando, se esfarrapando toda. É aí que nos damos conta do quanto precisamos dela.
Isso está acontecendo com o bodyboarding, e a situação fica mais visível ainda para quem passou décadas acompanhando o esporte e assistindo os mais velhos meterem os pés pelas mãos, e outros tentando segurar o leme de um barco afundando.
Hoje, com o que nos resta do barco, temos possibilidade de nos reeguer novamente, continuar crescendo, sem tropeçar, sempre progredindo, nunca regredindo. É fácil amedrontar crianças quem foram educadas para reagir educadamente. Praticamente não há reação, fica confortável realmente. Em troca você pode ganhar um doce.

Isso depende muito de quem está no comando e se não é um bodyboarder, um ex-competidor, tem que ser auxiliado por um conselho especializado. Nesse conselho devem estar presentes o diretor técnico, o departamento jurídico, o departamento médico, o departamento de imprensa, demais órgãos de mídia, autoridades políticas, como o secretário de esportes, cultura e lazer.
Deve-se principalmente ter personalidades do esporte, que possam contar sua história no esporte, como Marcus Cal Kung, Cláudio Marques, Glenda Koslowski, professores de escolas de Bodyboarding: Gordinho(ES), Pérola(PR), Marcio Torres(BA), Cristiane Fontoura(SC), os presidentes das federações, e, é claro, o presidente da Confederação Brasileira de bodyboard, a CBRASB.

Os atletas serão representados pelo catarinense Ronaldo Figueiredo, que irá conduzir o ofício da União dos Atletas, esse ofício, representará a chave mestra da questão. Sem essas mudanças citadas pelos atletas, de nada valerá esse Congresso em Rio das Ostras. As atitudes a serem tomadas são simples e de fácil assimilação, pois com base em outros esportes menores e mais novos que o nosso, estamos ultrapassados e os atletas é que pagam todo o preço.
Livro de Regras
É imprescindível, mesmo que tenha que ser atualizado periodicamente. Os atletas desconhecem a maioria das regras de competição.
Carteira de atleta
Todos os esportes confederados tem carteira de identificação do atleta, menos o bodyboarding. É simples e gratificante para o atleta.
Camisetas do evento para todos os atletas
Todos os atletas inscritos receberão gratuitamente uma camiseta do evento. É como um prêmio para o atleta que compete e perde nas fases eliminatórias, não voltando mais pra casa de mãos abanando.
Premiação de Ranking estipulada no início do Circuito
No início do Circuito deverá ser definida a premiação dos campeões do ranking, mesmo que seja uma placa ou troféu.
Calendário do próximo ano no final do Circuito
Um calendário, mesmo que seja de possíveis etapas tradicionais, como Campos em Fevereiro, Pernambuco em Abril, Rio das Ostras em Maio, Barra do Jucu em Setembro, Florianópolis em Novembro e Ceará em Dezembro. Isso facilita o contato com patrocinadores tanto dos atletas quanto dos eventos, grandes empresas exigem um calendário para fechar patrocínio para o circuito.
Cobertura da mídia
É imprescindível a cobertura da mídia nas etapas. O retorno tanto para os atletas quanto para os patrocinadores é garantido e é muitas vezes maior do que o investimento com transporte, estadia e alimentação. Ainda há a possibilidade de enviar as imagens para as emissoras publicarem o material, como é feito com alguns esportes na Tv a cabo.
Assessoria de Imprensa
Para que os jornais de outros estados publiquem notas e matérias nos seus cadernos de esporte, basta enviar um e-mail preparado por uma assessoria de imprensa, com fotos. O retorno aumentaria, gerando credibilidade aos eventos e ao esporte perante a sociedade.
Sistema Bit & Byte
Exceto em casos de falta de luz, é obrigatório. É a fórmula de sucesso do evento na praia, pois o locutor tem informações precisas para passar ao público do desenrolar das baterias e informar aos atletas na água da pontuação de suas ondas.
Área reservada exclusiva aos atletas
Mais do que necessário, ajuda a dar uma maior projeção aos atletas, os colocando em destaque no evento, como grandes estrelas da praia. Gera maior interesse do público em admirar os atletas, tirar fotos, de proporcionar uma área com segurança, onde o atleta possa descansar das baterias, relaxar e observar as condições do mar, e assistir as baterias. Também facilita o acesso da imprensa para matérias.
Sistema de som padrão em todas etapas
Os atletas reclamam em todas as etapas que o som está baixo, não ouvindo o tempo de bateria e causando transtornos desnecessários. Já os juízes reclamam do som alto
que atrapalha o julgamento. Isso se dá porque geralmente o som está muito próximo do palanque. Com essa mudança, o clima de praia vai ficar mais alegre e contagiante, atraindo o público para perto do evento, dando maior retorno ao patrocinador.
Locução especializada
Os eventos que contam com um locutor que conhece o esporte, ou é instruído pela organização sobre os principais atletas e os campeões dos circuitos, que acompanhe as baterias e os atletas que se destacam no evento, contando as notícias atuais do esporte. Mostrar o conteúdo do esporte para quem está na praia acompanhando o evento. Alguns locutores empolgam o público e dinamizam o evento.
Essas são as primeiras mudanças a serem feitas, para o benefício de todos, inclusive daquela minoria que acha que está tudo legal, sempre. E que até se sente beneficiada com atual situação, só que, na verdade, estão ajudando a acabar com o esporte.
Agora é arregaçar as mangas, ter humildade e reconhecer os problemas acima citados.
As vantagens a curto e médio prazo são: cobertura mais ampla dos últimos 10 anos, da mídia em geral, incluindo jornais, internet, TV a cabo e TV aberta. Com esse retorno em mãos, será mais fácil a captação de recursos para o próximo circuito. E o atleta terá mais argumento para conseguir patrocínio. Agências de viagem, indicadas pela secretaria de turismo, podem ser convidadas a apoiar o evento, empresas podem ceder material para aumentar a premiação, para patrocinar a área do atletas, para ampliar a cobertura da mídia, colocar DJ?s no evento, e por aí vai.
Os atletas terão mais prazer em ficar na praia, ouvindo boa música, distribuindo autógrafos e brindes de seus patrocinadores. O bem estar dos atletas se reflete no clima do evento. Se os atletas estão satisfeitos, tudo vai bem. Afinal sem eles não há evento.
Para essas mudanças, contamos com exemplos dados por mim, pelo Marcos Conde e Xandão Barros, além dos organizadores de eventos de surf e skate e suas confederações. Esperamos que sejam cumpridas essas solicitações, que visam única e exclusivamente o crescimento e desenvolvimento do bodyboarding no Brasil.