Barca do Binho

Esquerdas da América

A convite do Miramar Surf Camp, em parceria com a Nivana e a Taca Airlines, embarquei em meados de setembro com Stephan Figueiredo e Erick Nagata para conhecer as ondas do Norte da Nicarágua.

 

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Não sabíamos o que iríamos encontrar, mas fomos na fé, pois conhecer um lugar novo é sempre uma boa aventura para quem gosta de descobrir ondas boas.

Chegamos ao Surf Camp do Pablo e logo embarcamos no barco para surfar em Puerto Sandino, uma onda que quebra na saída de um rio e não tem acesso via estrada, o único jeito é via mar.

A onda quebra na maré certa em cima de um grande banco de areia, uma vez na maré certa, a onda fica muito boa, quebrando até duas seções de tubos por onda e com longas paredes, lembrando algumas ondas da Indo.

Surfamos também a onda chamada The Pipes, que me lembrou bastante os tubos da Cacimba do Padre em dias perfeitos. A onda quebra em uma laje de pedra, depois entra na bancada de areia bem rasa, mas como já chegamos no swell baixando, pegamos as ondas em torno de 1,5 metros, mas sentimos que The Pipes tem um potencial gigante.

Já no final de tarde surfamos a onda de frente ao nosso Q.G., chamada Punta Miramar. A onda quebra na bancada de pedras e bons tubos quebraram para a gente se divertir até não aguentar mais. Pelo curto tempo que ficamos, não surfamos The Shacks, uma onda bem oca e praticamente virgem, mas com certeza voltaremos com mais tempo para surfar todas as ondas do Norte da Nicarágua, pois o que não falta são ondas vazias esperando para serem degustadas.

Foram três dias intensos de surf e, apesar das ondas estarem pequenas, eram perfeitas e muito divertidas e fizeram nossa cabeça, principalmente porque surfamos nos picos sozinho, curtindo cada momento da viagem como se fosse a nossa última.

Confiram no clip produzido pela F2pd. Filmes um pouco dessa viagem, não deixem de assistir em HD, espere carregar o filme, aumente o som e sinta a vibe da Nicarágua.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)