Luiz Claudio Duda

Espírito aloha dita session

Para muitos, o surf é o estilo de vida. Mas no início de janeiro, tive o prazer de fazer uma barca como nas antigas. Resolvemos ir a um secret do litoral Norte paulista. Ao chegar, encontramos figuras como Tinguinha Lima, Wagner e Miguel Pupo, cada um com seu estilo. Para mim, que só observei, foi um aprendizado muito grande.

Morei no Hawaii por 12 anos. Um dia eu estava na ilha de Maui com meus amigos Magno Oliveira, Paulo Barcellos e Luiz Gustavo. Vimos uma churrasqueira em um prédio cheio de velhinhos jogando baralho. Cheios de fome, como sempre, entramos e pedimos para usar a churrasqueira.

Fomos muito bem recebidos e em pouco tempo os moradores começaram a chegar com carne, frango, peixe e tudo que precisávamos para fazer o churrasco. Neste momento conheci o verdadeiro espírito Aloha.
 
Muitos não sabem, mas Aloha, que significa hálito de deus. É um cumprimento que era feito no Hawaii há muito tempo, que significa estar perto, dividir o que você tem e somar a vida do próximo. Foi isso que rolou nesta barca do final de semana.

Aquela sessão me fez enxergar que isso é o que torna essa tribo tão diferente das demais. Feliz pelo simples fato de deslizar em uma onda na companhia de amigos.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)