Circuito Mundial

Espetáculo garantido em El Gringo

 

Tobias Wideira treina em El Gringo antes da quarta etapa do Circuito Mundial. Foto: Flávio Brito.

A quarta etapa do Circuito Mundial de Bodyboarding, que rola na bancada de El Gringo em Arica, Chile, tem tudo para se destacar como o principal evento do ano.

 

O mar já apresenta excelentes condições, com ondas de até 2 metros e previsão de uma nova ondulação para os próximos dias.

O Brasil vem com força máxima, trazendo 17 atletas de ponta em sua delegação, para representar o país nas ondas chilenas e a liderança do ranking nas mãos do brasileiro Uri Valadão.

?Já bati na trave por duas vezes aqui no Chile, ficando em quinto lugar. Sinto que este é o ano para melhorar minha posição?, diz o baiano voador, como Uri é conhecido.

Destaque para Guilherme Tâmega, que depois de pegar um grande tubo em El Gringo, disse sentir-se novamente motivado para competir em condições extremas.

Brasileiros prometem show nas ondas chilenas. Foto: Flávio Brito.

?Com altas ondas e vários brasileiros na água, o espetáculo está garantido?, afirma o hexacampeão mundial Guilherme.

A onda de El Gringo é bastante perigosa e exige muita atenção dos atletas, pois o fundo de pedra é muito próximo da arrebentação.

Depois do primeiro dia de treino, alguns bodyboarders já exibiam pequenos ferimentos espalhados pelo corpo, mas nada que venha a comprometer o rendimento.

Sérgio Luis foi o primeiro atleta brasileiro a se cortar nas afiadas bancadas de El Gringo. O bodyboarder furou o pé e rasgou a roupa de borracha em diversos pontos.

Dentre os brasileiros, destaque também para o campeão da primeira etapa em Pipeline, Paulo Barcellos, e Roberto Bruno, pentacampeão brasileiro.

O campeonato, que já conta com mais de 60 atletas inscritos, deve ter início nesta sexta-feira (1/8), com ondas de quase 2 metros, excelentes tubos e uma acirrada disputa pela liderança do ranking.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.