
A Escola de Surf da Associação São Vicente de Surf e a Escola de Bobyboarding da Federação de Bodyboard do Estado de São Paulo agora trabalham de forma integrada para promover ações sociais e fortalecer os esportes radicais em São Vicente.
Ambas são realizadas em parceria com a Prefeitura Municipal e, a partir deste mês, disponibilizam juntas 78 vagas para atender às crianças do Projeto Centro Educacional e Recreativo (CER), que auxilia famílias carentes com filhos entre 7 e 16 anos.
O CER consiste em oito unidades distribuídas estrategicamente pela cidade, coordenadas pela Secretaria de Educação de São Vicente. A unidade beneficiada na ocasião é a CER-Castelo Novo, que trabalha com 220 crianças em sua capacidade total.
Para a coordenadora pedagógica Leonor Prado, os esportes radicais são um ótimo diferencial para a educação física, uma das atividades aplicadas pelo projeto. “Há também oficinas, aulas de artes, teatro, entre outras. Nosso objetivo é tirar as crianças da rua. Ensinamos valores éticos e morais, visando formar cidadãos”, explica a coordenadora.
A iniciativa de disponibilizar vagas partiu do Núcleo de Esportes Radicais de São Vicente, que organiza o surfe, o bodyboard e o skate no município, por intermédio da Secretaria de Esportes e Lazer.
Segundo Lázaro Zeferino, chefe do departamento de esportes radicais, a prefeitura está aberta para interagir com todas as atividades esportivas consideradas radicais. Para ele, é importante é que atletas e simpatizantes se organizem e proponham parcerias ao poder público, pois há um enorme potencial de ação social nessas modalidades.
“Temos estrutura e estamos interessados em promover os esportes radicais na cidade. Basta uma participação mais ativa de seus representantes”, declara Zeferino.
Para receber os novos alunos, a escola de bodyboard conseguiu 55 novas camisas de lycra – 30 doadas pela Ong Equinócio, que apóia iniciativas de cunho social e ecológico, além de 25 doadas pela Água Marinha, confecção da ex-bodyboarder profissional Milena Amaral.