O destino dos escombros gerados pelo terremoto e pelo tsunami devastador que assolou o Japão no último dia 11 de março ainda é incerto.
Para isso, os cientistas da Univerity of Hawaii criaram modelos de previsão da trajetória dos dejetos, que podem atingir as ilhas havaianas em 18 meses.
A imprensa mundial tem divulgado nos últimos anos a famosa “mancha de lixo”, área no Pacífico Norte supostamente visível em fotografias de satélites que pode conter restos marinhos, garrafas plásticas, redes de pesca e outros materiais arrastados pelas correntes.
Alguns cientistas da mesma universidade afirmam que a verdade não é bem essa. Apesar do lixo encontrado nesta área, grande parte dos detritos que formam a mancha são pequenos e invisíveis a olho nu, compostos por pequenos pedaços de plático flutuantes, o que não diminui a gravidade do problema.
As maiores concentrações foram encontradas em uma zona intermediária entre o Hawaii e a Califórnia (EUA). As amostras coletadas ainda são limitadas, portanto ainda não é possível determinar o conteúdo exato, tamanho e localização, no entanto a “mancha de lixo” foi quantificada em concentrações mais elevavadas no centro dessa zona de alta pressão.
Deve-se notar que a Alta Subtropical do Pacífico Norte não é uma área fixa, mas uma zona que se move e muda de posição com frequência. Esta área é definida pelo NOAA (National Weather Service) como área subtropical de alta pressão semi-permanente no Pacífico Norte. Ela é mais forte no verão do Hemisfério Norte e deslocada em direção ao Equador durante o inverno. Não é uma área fixa, já que gira, se move e sofre alterações.
O entulho marinho é um problema histórico que continua crescente. Os oceanos do mundo e hidrovias estão constantemente poluídos por uma grande variedade de restos marinhos que vão desde latas de refrigerante até sacos plásticos abandonados por embarcações. Muitos animais, como tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos, costumam ingerir estes materiais, que podem levar à perda de alimentação, ferimentos internos, obstrução intestinal, fome e até mesmo à morte.
O problema é uma preocupação internacional, não só por chegar até as praias e costas litorânas de todo o mundo, mas também porque os dejetos podem ser transferidos entre países pelas correntes oceânicas e podem causar sérios impactos à pesca comercial em todo planeta. Uma cooperação internacional é necessária para criar a consciência pública e desenvolver formas para diminuir a quantidade de detritos nos oceanos em todo o mundo.
Durante esta semana, acontece a 5ª Conferência Internacional do Lixo Marinho em Honolulu, Hawaii. O NOAA e as Nações Unidas do Meio Ambiente são co-organizadores da conferência, que reúne pesquisadores internacionais em detritos marinhos, gestores de recursos naturais, políticos, representantes da indústria e ONG’s.
A conferência permite compartilhar estratégias e melhores práticas para avaliar, reduzir e prevenir os impactos do lixo marinho, além de proporcionar oportunidade para o desenvolvimento de estratégias específicas bilaterais ou multinacionais.
A cooperação e a coordenação entre os vários países foram analisadas durante quatro conferências internacionais sobre lixo marinho realizadas entre 1984 e 2000, bem como por pequenos acordos internacionais, reuniões e workshops.
Cada conferência desenvolveu um conjunto de recomendações sobre como avançar. Algumas recomendações foram implementadas e muitas outras apresentadas repetidamente em diversas conferências e reuniões ao longo dos últimos 25 anos. Esta conferência permite a troca de informações sobre a execução, o progresso e os obstáculos, além de revisar sua eficácia.
Fonte Surfers Village