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Entrevista: Tom Jones, Stand Up Paddle ao extremo (parte II)

Tive um privilégio muito grande em ser um lutador profissional reconhecido mundialmente. Isso não só me deu uma abertura para fazer o bem, mas como também canalizou toda a minha agressividade e raiva que sentia por causa da minha infância traumática. Além de ser um estilo de vida saudável eu ainda tive sorte de ter sido pago para isso. Depois de 75 lutas e apenas 4 derrotas, senti a necessidade de buscar algo a mais para me realizar como pessoa. Um colega lutador me pediu para ir fazer uma apresentação no seu lugar em um abrigo para menores perto de onde eu morava. Eu fui e isso me trouxe de volta todas as lembranças de estar em um orfanato e me senti muito culpado por ter virado as costas para essa situação. Especialmente depois de todo sucesso que eu tinha experimentado em minha vida. E eu queria inspirar outras pessoas. Quando eu estava treinando para um título do mundo, eu percebi que eu era o único lutador que eu conhecia que depois de treinar conseguia correr longas distâncias só por prazer. Eu podia correr longas distâncias sem nenhum problema e trazer inspiração para as crianças que estavam nessas casas.

Assim, em 1998, eu fiz o “Tom Jones Child Abuse Awareness”, onde eu corria do Oregon para o México a pé. Eu parava em abrigos para crianças no caminho e fazia discursos motivacionais contando minha história. Meu objetivo era servir de inspiração para aquelas crianças mas fui além: consegui arrecadar dinheiro para a causa e consegui comprar playgrounds para as crianças. Isso tudo me fez me sentir muito bem, mas eu queria mais. Então eu fiz.

Entrevista sobre a “Free Plastic Ocean”

Muito cedo, Laird Hamilton me aceitou como aluno e me ensinou a ser um waterman. Nessa época o Stand Up Paddle era algo secundário e uma das coisas que ele me ensinou foi que uma vez no oceano, você tem que entrar em sintonia com ele e sentir que lá é o seu lugar, que você é um aliado e que você faz parte de tudo aquilo. Não foi muito difícil para mim por conta de todo o treinamento que recebi nos anos em que vivi na Ásia praticando artes marciais. Treinei no Japão e Tailândia, onde eles acreditam que a vida em geral, ou seja, o coletivo, é o mais importante. E o Laird sempre dizia que eu deveria me sentir à vontade com os animais e o meio ambiente, pois isso fazia parte do meu treinamento para ser um waterman. Eu aprendi a apreciar isso e é indescritível. Aprendi também um ditado: “Mother Nature, Mother f**cker”, ou seja, a natureza, com sua beleza, pode deixar você sem palavras, mas pode também lhe tirar a vida.

10) O que você sente quando encontra um lugar poluído?

Duas coisas: eu me sinto mal no estômago e horrorizado. Estou no meio da matéria tóxica. Os seres humanos são os zeladores do planeta e não entendem que têm que cuidar dela e também acham que tem o direito de poluir.

11) Faça 3 desejos de uma vez!

Que o uso de plástico não seja mais necessário, ter uma família linda e saudável, e uma outra grande jornada de Stand Up Paddle… isso eu sei que vou ter em breve!

12) O que você pensa quando vê um belo nascer ou pôr do sol?

Gratidão. É o mesmo sentimento, sempre. Um enorme sentimento de gratidão.

Obrigado Tom !

+ Informação Saiba mais sobre a campanha criada por Tom Jones para alertar o mundo sobre os problemas gerados pelo plástico lançado nos oceanos. Visite http://www.plasticfreeocean.org

Conheça também sua web page oficial e suas redes sociais:

http://www.tomjonesextreme.com http://twitter.com/SUPWorldChamphttp://www.youtube.com/tomjonesextreme

http://www.facebook.com/TomJonesHardCore

Agradecimentos especiais a Philip Muller

 

 

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