Nos preparativos para competir na maior prova de V1 do mundo, a Te Aito, que acontecerá no mês de junho, no Taiti, Igor Lourenço Oliveira bate um papo com nosso editor e fala sobre a coluna que irá escrever para o SupClub. Confira.
Fale um pouco sobre o seu início na canoagem polinésia? Como e onde você começou a remar?
Comecei a remar em dezembro de 2011, no clube Praia Vermelha Va’a e foi paixão a primeira vista pelo Va’a. Eu sempre gostei de estar no mar, seja mergulhando ou surfando, e com a canoa eu vi meu contato com o mar aumentar ainda mais, seja em canoas de 6 pessoas ou individuais, que eu sempre gostei, pois além de exigir muito do remador gera um momento de reflexão pessoal bem intenso.
A quanto tempo você compete e quais seus resultados mais expressivos?
Minha primeira competição foi em 2012, mas apenas em provas estaduais de OC-6. No início de 2016 passei uma temporada no Havaí e sai de lá decidido a me dedicar às provas nacionais. Em abril do mesmo ano eu fui para o Rio Va’a onde tive uma grande evolução e acabei entrando no mundo da V1. Meus resultados mais expressivos foram o vice-campeonato brasileiro na categoria V6 Open e a quinta colocação na prova de V1 do sul americano, ambos em 2016.
Como surgiu a ideia de competir na Te Aito e como está sendo a sua preparação?
Desde que comecei a remar de V1 sonho com essa prova, que é a maior do mundo, mas eu sempre pensei “tá maluco! Como vou largar com mais de 500 caras do meu lado?” O tempo passou e caras como o Massimo e Chinês falaram que a prova é alucinante e todos deveriam ir. Essa pilha deles acabou me motivando e corri atrás de recursos para realizar isso, o que não está sendo fácil. Para angariar todos os recursos financeiros necessários, eu fiz uma rifa e três passeios abertos no Rio Va’a. Além disso, uma parte do que recebo por ser instrutor no clube e meu trabalho como Geógrafo é destinado para isso. Minha preparação para a prova está sendo bem intensa, dois treinos por dia. Estou remando seis vezes por semana, pedalando e malhando, tudo planejado pelo meu preparador, Anderson Brandão. Tenho feito muitos treinos para aperfeiçoamento de técnica e também treinos de downwind, simulando ao máximo as condições da prova.
Quais são suas expectativas em relação a essa prova?
Minha expectativa para essa prova é aprender ao máximo no berço do esporte e tentar fazer frente a alguns não taitianos, principalmente de países em que o Va’a é recente como no Brasil, mas com o maior respeito a todos, afinal ninguém está ali à toa.
Fale um pouco sobre a coluna que você irá escrever no SupClub, relatando sua vivência nessa competição?
Em minha estadia no Taiti eu ficarei na casa do Hotuiterai Poroi, um taitiano muito gente boa e que foi oitavo colocado na Super Aito, no ano passado, por isso estarei conectado diretamente aos costumes locais de treinamento, os quais serão feitos com o Team Raira. Por estes motivos eu pretendo absorver bastante da técnica e tipos de treinos que eles realizam, e claro, relatar para todos que estiverem acompanhando as matérias. O Taiti receberá atletas de todo o mundo para o mundial de longa distância, Te Aito e Heiva Va’a, com isso teremos muitas vivências para compartilhar.
Desde já agradeço todo o apoio da Academia Posto 11, do meu treinador Anderson Brandão, da SNC Suplementos Leblon, Granola Real, Urca Rules, Mescla e Palha Nupp. Fica aqui o meu agradecimento a todos os meus amigos e família que estão me apoiando nessa jornada e ao Hotuiterai e a Raira Va’a pelo apoio no Taiti.