supclub

Entrevista: Hilton Alves e a SUP Arte

 

Dawn Patrol – Arte Hilton Alves

Hilton consegue como poucos reproduzir e eternizar paisagens e momentos de rara beleza proporcionados pelo contato com o mar que habitam a memória de quem pratica ou admira esportes como SUP, mergulho ou surf. Conheça um pouco de sua história na entrevista a seguir.
 
SUPCLUB – Você fez alguma escola de artes, teve algum professor ou é autodidata?
 
Hilton – Sou autodidata, mas todos nos na vida temos professores né? Direta e indiretamente. Meu pai foi o maior professor de todos, ele não pintava, mas me ensinou a nunca desistir de sonhar e arte tem tudo a ver com sonhos, ideias, etc. Mas ao longo dos anos tive e tenho grandes amigos que me ajudaram de alguma forma a evoluir como artista e pessoa.

SUPCLUB – O teu trabalho como artista recebe influência de outros artistas? Quem são os pintores que você mais admira?

Hilton – Quando comecei a pintar, em 2000, não tive nenhuma influência. Aliás, surfista pintando na época não existia quase no Brasil. O que me influenciou foi o mar mesmo, as minhas experiências na água, minha visão, etc. A partir de 2004 que comecei a me espelhar mais em outros artistas e o que mais me identifico é o Wyland, artista que pintou os maiores murais do mundo retratando a vida marinha e usa a arte para fazer a diferença na vida das crianças e pessoas mundo afora. Este é um dos meus objetivos também, por isso me identifico com ele. 

SUPCLUB – Quem surgiu primeiro: o artista ou o surfista? Como foi o seu início no surf e nas artes? 

Hilton – Bom, se contarmos os desenhos, creio que o artista veio primeiro. Pois desenho desde meus três anos, pelo que lembro. Já o surfista foi quando eu tinha 10 anos de idade. Morava no Guarujá e iniciei no esporte junto com meu irmão Wallace surfando com pranchas de isopor. A arte em telas veio dez anos depois, no ano de 2000. Dai em diante nunca mais parei, hoje brinco dizendo que foi “amor a primeira tinta” (risos). 

Dawn Patrol – Arte Hilton Alves

Hilton consegue como poucos reproduzir e eternizar paisagens e momentos de rara beleza proporcionados pelo contato com o mar que habitam a memória de quem pratica ou admira esportes como SUP, mergulho ou surf. Conheça um pouco de sua história na entrevista a seguir.
 
SUPCLUB – Você fez alguma escola de artes, teve algum professor ou é autodidata?
 
Hilton – Sou autodidata, mas todos nos na vida temos professores né? Direta e indiretamente. Meu pai foi o maior professor de todos, ele não pintava, mas me ensinou a nunca desistir de sonhar e arte tem tudo a ver com sonhos, ideias, etc. Mas ao longo dos anos tive e tenho grandes amigos que me ajudaram de alguma forma a evoluir como artista e pessoa.

SUPCLUB – O teu trabalho como artista recebe influência de outros artistas? Quem são os pintores que você mais admira?

Hilton – Quando comecei a pintar, em 2000, não tive nenhuma influência. Aliás, surfista pintando na época não existia quase no Brasil. O que me influenciou foi o mar mesmo, as minhas experiências na água, minha visão, etc. A partir de 2004 que comecei a me espelhar mais em outros artistas e o que mais me identifico é o Wyland, artista que pintou os maiores murais do mundo retratando a vida marinha e usa a arte para fazer a diferença na vida das crianças e pessoas mundo afora. Este é um dos meus objetivos também, por isso me identifico com ele. 

SUPCLUB – Quem surgiu primeiro: o artista ou o surfista? Como foi o seu início no surf e nas artes? 

Hilton – Bom, se contarmos os desenhos, creio que o artista veio primeiro. Pois desenho desde meus três anos, pelo que lembro. Já o surfista foi quando eu tinha 10 anos de idade. Morava no Guarujá e iniciei no esporte junto com meu irmão Wallace surfando com pranchas de isopor. A arte em telas veio dez anos depois, no ano de 2000. Dai em diante nunca mais parei, hoje brinco dizendo que foi “amor a primeira tinta” (risos). 

O belíssimo Kahuku Mural feito por Hilton no Hawaii.  

SUPCLUB – Como funciona o seu processo de criação? Quando você vê uma tela em branco você já sabe exatamente o que pintar ou os desenhos vão fluindo?

Hilton – Eu vivo de ideias e ideias são muitas. Às vezes uma conversa, uma experiência, uma foto, etc., faz com que eu visualize uma pintura. Mas geralmente quando vejo uma parede em branco, tela, ou a superficie que for, eu consigo visualizar algo ou me visualizo já assinando meu nome como estivesse finalizando a arte. É difícil de explicar, até eu mesmo às vezes acho que em certas pinturas não fui eu que pintei. Tipo alguém usou minha mão para pintar aquilo, sei lá. Quando termino a arte eu paro e pergunto: fui eu mesmo que fiz isso? Sempre tem algo que prefiro não entender em relação ao meu talento.

Waterman Family – Arte Hilton Alves

SUPCLUB – Como foi o inicio no Hawaii? Como surgiram os primeiros convites para trabalhos? 

Hilton – Eu cheguei aqui em agosto de 2007 e fui apresentado ao Eddie Rothman, dono da Da Hui. A partir de 2008 eu comecei um relacionamento forte com a comunidade havaiana, na qual desenvolvo murais nas escolas e ensino a molecada um pouco da minha arte. Tive total apoio do Eddie em relação a isso. Até morei na casa da Da Hui por 6 meses e isso ajudou a abrir as portas aqui em Oahu. Desde então fiz trabalhos para a C4 Waterman, Da Hui, Go Nuts, entre outros.

SUPCLUB – Tem algum trabalho seu que você queria comentar, algo que te marcou, no Hawaii ou no Brasil?

Hilton – Eu poderia citar os murais que faço por aqui no Hawaii, em especial o de Laie Elementary School (veja o vídeo no final da matéria). Nesta escola, a molecada me tratou como “rock star” e foram mais de 600 crianças pintando comigo, fora a bagunça que fiz com eles lá (risos). Foram momentos inesquecíveis com a criançada, me diverti bastante. Tiramos fotos, fiz tatuagens, desenhos, etc. E é isso que conta na vida, os bons momentos e com certeza este é um deles.“era todo dia cinco, seis horas na água… se você quisesse me encontrar era só olhar para o outside”

Foto de 2006: remo feito por ele e prancha adaptada

SUPCLUB – Indo pro SUP… Como é que está a cena do SUP ai no Hawaii? O esporte segue crescendo?

Hilton – O esporte cresce em número de praticantes a cada ano que passa e sempre surgem novidades em questão a design, etc. A evolução não para.

SUPCLUB – Você foi um dos pioneiros do SUP no litoral de São Paulo, como foi seu primeiro contato com o esporte? Quem remava na época? 

Hilton – Eu comecei a remar em 2006 com um pranchão do meu amigo Fabio Boturão, o Jacui. Fiz meu remo e, como só eu conseguia o milagre de ficar de pé e remar, ele liberou para eu usá-la e ai não parei mais. Na época, só o Haroldo Ambrosio e o Jorge Pacelli faziam o esporte e mesmo assim de vez em quando. No meu caso era todo dia e mais de cinco, seis horas na água, isso na praia do Tombo, no Guarujá. Dai veio o shaper Luiz Juquinha, que inclusive está shapeando como ninguém. Eu comprava paçoca e colocava no bolso e só saia para beber água e voltava pro mar, podia fazer sol, chuva, frio, etc., se você quisesse me encontrar era só olhar para o outside (risos).

Remando na frente na SurfNSea, em Haleiwa: vitória na geral dedicada ao pai

SUPCLUB – Você também já participou de importantes provas de race, poderia comentar alguns resultados? Provas que mais gostou de participar?

Hilton – Desde 2007 eu participo de competições aqui no Hawaii, sempre chegava em 2º, 3º, etc. Ganhar era complicado. Em março de 2010, estava no Guarujá, pois meu pai tava doente e ele brincou dizendo por que eu não ganhava todas as races e alguns dias depois ele faleceu. Depois disso, a primeira competição que teve quando cheguei no Hawaii foi a ‘Surf’n Sea SUP into Summer’, em Haleiwa, e eu disse pra mim mesmo que ninguém iria ganhar de mim naquele dia, pois gostaria de dedicar isso ao meu pai e no final eu ganhei no geral usando uma soft-top 12′. Nos dois finais de semana seguintes eu repeti o feito, vencendo o ‘Summer Solstice’ e ‘Battle of the Paddle’ na mesma categoria. Não quis provar nada a ninguém. O meu único desejo era fazer meu pai feliz seja onde ele estiver e deu certo.

Primeiro lugar em sua categoria na Battle of the Paddle

SUPCLUB – que conselho você dá para quem está pensando em levar um SUP para fazer uma trip pro Hawaii?
Hilton – Bom, as pranchas feitas no Brasil são as melhores que já vi ate agora, isso iria fazer a diferença. Mas aqui também podemos encontrar todo tipo de pranchas e remos. O que importa é se divertir, o Hawaii é o paraíso.

 

 

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.