Todo surfista sonha em buscar aventuras, ondas perfeitas e encontrar o paraíso, de preferência sem crowd.
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Depois de alguns dias de snowboard nas montanhas de BC (Whistler), eu e os irmãos Lucas e José Silveira resolvemos fazer algo diferente na ilha de Vancouver.
Saímos de Whistler depois da última session de snowboard e fomos direto pegar o ferry boat para Vancouver.
No meio do caminho, lidamos com dois pneus furados que resultaram em um atraso de
mais de cinco horas.
Uma tempestade também influenciou bastante, pois tínhamos que dirigir bem devagar devido aos acidentes causados por algumas árvores caídas no meio da estrada.
Ao chegarmos à ilha, fomos direto para a cidade de Victoria, onde moro. Acordamos no dia seguinte e a previsão do swell era muito boa, porém com ventos fortíssimos.
Por isso fomos dar uma volta pela cidade para conhecer pontos turísticos e encontrar os amigos Andrew Paine e Rene Gauthier, proprietários Sitka, maior e mais completa surf shop da ilha de Vancouver.
No dia seguinte, acordamos bem cedo e fomos conferir as ondas. Depois de checar alguns picos, buscamos uma pico que quase nunca quebra.
A galera brasileira teve sorte, bem como nosso mascote Lucas Silveira, de 10 anos, um fissurado que valia por nós três. O garoto foi o primeiro a vestir a roupa de borracha e correr para água.
Eu e Zé esperamos mais um pouco, pois as ondas ainda estavam bem pequenas. Mas, para o Lucas, estavam acima da cabeça. Passou uma hora e o swell começou a dar sinal de vida. Não hesitamos em correr para o carro, ligar o ar quente e colocar a roupa de borracha para uma sessão que prometia.
Neste meio tempo, o Lucas fazia a mala nas ondas que se estendiam por mais de 300 metros no point de direita. Assim que chegamos, as ondas estavam com cerca de 1 metro perfeitas.
O melhor de tudo era o crowd que se resumia a três pessoas: nós. Surfamos por aproximadamente quatro horas até que o frio começou a congelar nossos pés e mãos.
Rolaram cenas engraçadas como o Luquinhas não conseguindo falar uma palavra, devido ao frio insano. O Zé também não tinha controle nenhum das mãos para abrir a porta do carro. Cenas como estas me faziam morrer de rir.
Nos dias seguintes o swell continuou bombando. A experiência de surfar as ondas geladas e perfeitas do Canadá ficarão pra sempre na memória.
Para obter mais informações sobre trips para picos da América Central, entre em contato com [email protected] . Para conhecer a loja Sitka no Canadá, visite o site sitkasurfboards.com

