Engenheiros do Hawaii

Pela primeira vez o canal Waves Hawaii publica reportagem sobre os shapers brasileiros que vivem no Hawaii, mais precisamente no North Shore de Oahu, principal Meca do surf mundial quando se fala em potencial de ondas e também de equipamentos.

 

O idealizador e responsável pelas entrevistas com seis dos principais profissionais da plaina brazucas nas ilhas é o cinegrafista Bruno Lemos, que falou com shapers experientes do calibre de Heitor Fernandes, Jorge Vicente, Biro, e expoentes da nova geração como Johnny Lopes, Eddie Picollo e Christian Piani.

 

Além de mostrar um importante panorama do mercado havaiano, levantar as vantagens e desvantagens de  uma carreira de shaper no Hawaii, e discutir novas tecnologias como máquina de shape, tow-in e outras tendências para o futuro, um dos objetivos desta matéria é homenagear um dos principais profissionais que o Brasil teve nesse campo, o carioca Fernando “Sheena” Ribeiro.

 

Sheena faleceu em outubro de 2001 depois de sofrer um acidente enquanto praticava kitesurf, sua última paixão. Durante 12 anos ele abriu as portas e foi um dos shapers mais conceituados

do North Shore, conquistando respeito e admiração da comunidade local também por suas performances em Banzai Pipeline.

 

Sheena fez pranchas para para vários tops brasileiros como Neco Padaratz, e gringos, como o havaiano Andy Irons, e também introduziu novas tecnologias no mercado com as pranchas Surflight, testadas e aprovadas inclusive pelo campeão mundial Mark Occhilupo.

 

Portanto, fica registrada a homenagem do site Waves.Terra ao Sheena, extensiva a todos os que de alguma maneira contribuem para a evolução das pranchas de surfe.

 

 

Confira nas páginas seguintes as entrevistas com os shapers brasileiros residentes no Hawaii.

 

Página 2 – Heitor Fernandes

Página 3 – Jorge Vicente

Página 4 – Biro

Página 5 – Johnny Lopes

Página 6 – Eddie Picollo

Página 7 – Christian Piani

 

 

 

 

 

 

 

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Heitor Fernandes

 

Ficha técnica

 

Nome: Heitor Fernandes
Idade: 49 anos
Anos de surf: 36 anos
Anos de shape: 32 anos
Média de pranchas feitas até hoje: 15 mil

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

É um mercado no mínimo interessante. Vem muita gente de fora para surfar, mas, da mesma maneira que eles trazem pranchas, também querem levar pranchas de volta. Acho que o número de pranchas que entra é maior do que o número que sai. Temos, é claro, que levar em consideração que muitas pranchas quebram ou se deterioram. Mas, não é um mercado tão bom como na Califórnia, Austrália, Brasi, talvez por causa do preço. As pranchas são muito caras aqui. Muitas pranchas vendidas aqui vêm da Califórnia. E hoje em dia estão vindo da China, da Malásia. Tem pranchas sendo vendidas no Costco (supermercado local) mais barato do que o custo do material. Então, não é um mercado tão bom assim como se imagina.
 
Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

Acho que se eu falar alguns nomes a garotada de hoje em dia não vai nem conhecer. Caras das antigas, como Buttons, Buzzy Kerbox, Marck Willdman, outros mais recentes, como Fábio Gouveia, que já usou prancha minha… Dadá Figueiredo, Fernando Bittencourt e Roberto Valério também.

 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

A vantagem é que somos malandros e sabemos nos virar em qualquer lugar do mundo. A desvantagem, talvez hoje em dia não seja muito relevante, mas antigamente existia um certo preconceito contra brasileiros, mas acho que hoje em dia nós fizemos o nome aqui no Hawaii sim. Devido a nossa malandragem, conseguimos nos infiltrar no mercado de uma maneira ou de outra, mas acho que o nosso nível técnico nunca foi reconhecido como realmente deveria.

 

Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Hoje em dia estou fazendo poucas pranchas, talvez uma média de uma por semana. Depois dos ataques terroristas em 2001, comecei a trabalhar em uma fábrica de barcos e hoje em dia só faço pranchas no fim de semana para amigos, filhos, esposa e alguns outros.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Um shape meu custa US$ 200 pela mão de obra, independente do tamanho. Claro que tem um ou outro que dá uma choradinha, mas essa e a média. Acho que daria para eu viver só de pranchas, mas estou muito contente com esse meu trabalho na cidade, produzindo e desenvolvendo protótipos de barcos. É muito interessante e tem tudo a ver com o mar, e o salário é até maior do que eu estaria ganhando com as pranchas.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

Acho que não tem muito segredo não. Ou você tem talento ou não tem. Se você tem talento, acho que o segredo seria fazer o que acha que deve, as linhas que estão parecendo boas aos seus olhos. Acho também que se você surfar com as pranchas que faz ajuda muito também.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

Eu não tenho muita experiência com pranchas de tow-in, mas se pudesse fazer um comentário diria que eles estão no caminho certo. Existem alguns materiais que nós não usamos na fabricação de pranchas que talvez podem ajudar nas pranchas de tow-in, tipo umas resinas e fibras muito fortes que iriam encarecer um pouco a fabricação, mas elas ficariam muito fortes e pesadas sem ser preciso injetar ferro ou chumbo nelas. Ficariam também menos flexíveis, que é uma das coisas importantes para a velocidade.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

São ótimas pranchas, acho que o nível do shaper brasileiro não deixa nada a dever ao shaper americano, australiano. Pelo contrário, acho que estamos um pouquinho na frente. Talvez nos longboards, por ser algo meio novo no Brasil, seja um pouco diferente dos daqui. Mas no resto tá no nível.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Não, acho que hoje em dia é a mesma coisa. As salas são iguais, as máquinas são iguais e com a internet pode-se achar tudo que há por aqui também.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

Esse é um assunto muito interessante. Que eu saiba a melhor máquina que existe foi feita por um brasileiro, o  Luciano Leão, há mais de 10 anos. Mas, se perguntar aqui na esquina poucas pessoas sabem disso. As máquinas são ótimas para quem tem produção grande, mas ainda acho que a prancha feita à mão é melhor, pois para a máquina existir temos que fazer pranchas à mão. Não acho que a máquina vai acabar com o shaper, isso é lenda, tem alguns lugares do mundo onde as máquinas jamais vão existir e sempre vai ter aquele soul surfer que vai querer sua prancha sob encomenda feita à mão…

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

Foram vários momentos, principalmente quando um surfista ganha um campeonato usando uma prancha sua. Mas acho que recentemente, mesmo sem shapear muito algumas pessoas me perguntam se eu sou o “shaper” Heitor Fernandes e quando eles descobrem que sou eu eles ficam amarradões. Isso é alucinante.

 

De onde vem sua inspiração?

 

Essa é uma resposta muito comovente para mim, pois tem a ver com a minha família. Minha inspiração foi o meu pai, é comovente porque ele já está com uma certa idade. A saúde não está muito boa, faz tempo que não o vejo. E foi uma pessoa que me inspirou muito para fazer pranchas. Se eu devo minha vida no surf e a minha carreira de surfista e shaper para alguém, é o meu pai.

 

Qual o shaper que mais admira?

 

São muitos. Erick Arakawa é um que faz um excelente trabalho dele, também admiro muito a personalidade, religiosidade e a filosofia de vida dele. Admiro muito também o trabalho do Rusty Preseindorfer, Nev Haiman e outros como Avelino Bastos, Pedro Bataglin, Victor Vasconcelos, Paulo Rabelo. No longboard, o falecido Mike Defendefer e Randy Rarick são nomes que me deram inspirações no meu trabalho.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Shapeie o máximo possível. Bloco velho, desencapar pranchas… Todo mundo um dia começou assim. Acredite na suas próprias idéias, crie suas próprias linhas, vá fundo.

 

 

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Jorge Vicente

 

Ficha técnica

 

Nome: Jorge Vicente
Idade: 48 anos
Anos de surf: 36 anos
Anos de shape: mais de 30 anos
Média de pranchas feitas até hoje: Entre 8 e 10 mil pranchas

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

O pior, o mais competitivo e o que dá menos dinheiro. Havaiano não quer saber de pagar o shaper. Tem muitas fábricas, mais shapers que surfistas e é muito grande a competição. Se você é shaper brasileiro e quer vir tentar shapear aqui no Hawaii, pode vir preparado para cavar buraco e carregar pedras por um bom tempo antes de deslanchar na carreira de shaper. 
 

Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

Dos surfistas brasileiros praticamente todos. Aqui do Hawaii quase todos também. Entre eles o Derek Ho, na época em que ele conseguiu impedir o Kelly Slater de ser mais uma vez campeão mundial. O Derek foi campeão mundial usando as minhas pranchas. Fora Sunny Garcia e nas antigas Mark Foo, Mike Latronic, Johnny Boy, entre outros.

 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

A desvantagem é que as gerações mais antigas de shapers e surfistas brasileiros no Hawaii tinham um filme meio queimado com tráfico de drogas e fama de passar os outros para trás. Acho que isso mudou muito hoje em dia, mas os gringos ainda têm um pouco de pé atrás para fazer negócios com brasileiros. Para me levantar aqui foi um sufoco, e eles podem me derrubar em um segundo. A vantagem é que somos conhecidos como uns dos melhores artesãos da ilha.

 

Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Entre 10 e 15, focando mais qualidade do que quantidade. Faço todo o tipo de prancha, depende muito da estação. No verão sai mais longboard e funboards e no inverno as gunzeiras.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Cerca de US$100, dependendo do tamanho um pouco mais. Graças a Deus estou conseguindo me manter com as minhas pranchas.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

Fé em Deus, muita dedicação e muito cuidado pra não estragar o bloco.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

Os caras de Maui é que estão trabalhando muito nesse estilo de pranchas. Eu faço algumas pranchas para tow-in, mas pelo pouco que tenho visto acho que as pranchas poderiam ser mais leves. Esse ano, em vez de concave e v-boton, vou tentar fundos diferentes, como o double-barrel até o bico, vamos ver no que vai dar. Essa vai ser minha nova invenção, um duplo concave saindo até o bico. Algo bem louco que vai ter gente até rindo.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

Acho que está faltando um pouco. As pranchas me parecem muito finas. Chega aqui e fica difícil de encarar uma morra de 12 pés. Acho que prancha para o Hawaii tem que ter volume.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Sem dúvidas. As máquinas lá são um pouco diferentes e a qualidade dos blocos um pouco inferior. A resina, a fibra, os blocos aqui vem quase já shapeados, uma qualidade muito mais avançada.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

Faz um ano e meio que eu trabalho com o Erick Arakawa usando a máquina dele. Mas, devido a minha idade tive que dar o braço a torcer. Sempre fiz minhas pranchas na mão e teve uma época que era até contra as máquinas. Mas ainda continuo achando que um shape feito à mão tem muito mais valor que um shape feito na máquina. Mas com a máquina consigo duplicar todos os melhores shapes que já fiz. A prancha que o Derek ganhou o mundial, a prancha do Sunny, a gunzeira do Mancusi… É show.

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

Foi ver o meu filho Gabriel Vicente, de 23 anos, arrepiando no sul do Brasil e seguindo os mesmos passos do pai sem eu forçar. E ver os meus dois filhos daqui serem números 1 e 2 no circuito havaiano.

 

De onde vem sua inspiração?

 

Minha inspiração veio das dificuldades. Eu só tinha abacate e peixe para comer, todos os meus amigos tinham pranchas e eu não tinha. Aí conheci o Ricardo Wanderbill, o vi shapando e me interessei. Como não tinha trabalho na época, fiz minha primeira prancha, ganhei um campeonato com ela, os meus amigos compraram a prancha e fizeram mais duas encomendas… Aí eu vi o dinheirinho entrando no meu bolso, pude comer um filezinho em vez de abacate e peixe e depois disso fui evoluindo.

 

Qual o shaper que mais admira?

 

É difícil de dizer, mas admiro muito o Erick Arakawa, ele é muito meu amigo e trocamos muitas informações.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Dedicação, cuidado com a saúde, usar a máscara e pensar muito no que vai fazer, porque depois que cortar o bloco já era.

 

 

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Biro

 

Ficha técnica

 

Nome: Marco Polo Marcello (Biro)
Idade: 41 anos
Anos de surf: 27 anos
Anos de shape: 18 anos, sendo 14 no Hawaii
Média de pranchas feitas até hoje: 4.500 catalogadas

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

É um mercado muito disputado e difícil, pois aqui se encontram muitos dos melhores shapers do mundo. Mesmo assim, acho que tem espaço para quem tem talento. Mas não é fácil, uma coisa é achar que você tem talento, outra é ter, e isso é algo que você logo descobre aqui. Uma coisa é certa, aqui é o mundo do surf e se você quer aprender tem que vir para cá, é muito diferente.
 

Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

É difícil lembrar de todos, mas entre havaianos já fiz pranchas para o David Miller, Branden Dias, Mike Latronic, Bobby Owes, Buttons Kalohiokalani, entre outros. Do Brasil já surfaram Teco Padaratz, Marco Polo, Bernardo Pigmeu, Marcondes Rocha, Pato, Ayrton PB, Stephan Figueiredo, Kalunga, entre outros.

 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

Bem , acho que estar em contato com os melhores shapers do mundo, vendo os melhores atletas e seus equipamentos, andar na vanguarda do esporte, poder testar as pranchas em ondas de verdade e principalmente aprender muito são algumas das vantagens. Posso dizer que depois de quatorze anos aqui, continuo vendo coisas novas todos os dias. Entre as desvantagens está o fato de ser  sul-americano, pois querendo ou não eles protegem bem o mercado ajudando uns aos outros. Isso não é difícil de imaginar… Alguém aí no Brasil liga pra um americano que queira jogar num time grande de futebol? Depois tem a questão da experiência mesmo, pois leva muito tempo para adquiri-la, eles já estavam nesse mercado quando eu ainda nem era nascido, alguns deles têm a minha idade só de shaper, os caras são muito bons.

 

Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Faço em média dez pranchas por semana. A maioria é de pranchas pequenas e guns, com alguns longboards no verão.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Em média eles custam US$ 100. As encomendas, no meu caso, são muito inconstantes e me forçam também a dar o glass nas minhas pranchas, o que não é de todo ruim, pois faço um dinheiro a mais e mantenho uma qualidade alta no produto final. Você pode transformar um shape bom numa prancha ruim como pode fazer ao contrário, um bom acabamento é tudo numa prancha. Também sou back shaper do Jeff Bushman aqui, ajudo ele na produção das pranchas de lojas, o que ele está gostando muito, pois fica livre para fazer as dos consumidores diretos.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

Primeiro ter um bom material e segundo fazer um bom estudo sobre vários tipos de prancha.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

O surf de tow-in em si é um esporte bem diferente, muito mais veloz do que o surf de remada. Daí as pranchas de tow-in tendem a ter características de esqui aquático, pranchas mais finas com bordas afiadas e com menos envergadura. O que vejo aqui é uma tendência do aproveitamento destes testes feitos nas pranchas de tow-in passarem para as de surf de remeda e vice-versa. Neste último inverno dei o glass em algumas pranchas de alguns brasileiros e havaianos, e procurei laminar os tecidos separadamente, ou seja, dois tecidos primeiro e depois os outros dois. Num glass de 4 em cima e 4 em baixo, de 6 onças. Isso aumentou o peso das pranchas e garantiu um melhor acabamento sem mudar muito as características do shape. Creio que a maioria dos shapers também tem palpites para melhorar as pranchas de tow-in, pois é um esporte relativamente novo. Acredito que com certeza o fundo deve ser algo que vá mudar muito, acho que os concaves devem ficar ainda mais fundos e o bico mais funcional, cortando mais a entrada de água para que as pranchas não precisem ser tão pesadas.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

Acho que elas ainda têm muitas características das pranchas feitas pro Brasil. As ondas aqui são mais fortes, eu vi vários surfistas nessa temporada não conseguindo cavar direito com suas pranchas, acho que os shapers deveriam se focar mais nisso.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Sim, sem dúvida. Não só pela qualidade da matéria-prima, mas pelo fato de que aqui você vai ter que fazer uma prancha que realmente ande, pois o fundo é de pedra, não se esqueça disso.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

Acho que é algo muito bom. Eu tenho modelos de pranchas que são muito bons, mas levam uma eternidade para faze-los. Com a máquina você pode fazer várias destas pranchas perfeitas para todo mundo. Gostaria de parabenizar o Luciano Leão pelo excelente trabalho, muito obrigado.

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

É difícil apontar um só. Começou com a minha vinda para o Hawaii, depois trabalhei na Blue Hawaii com o Glenn Minami, peguei um mar clássico na manhã do dia 28 de fevereiro passado em Waimea e agora estou trabalhando com o Jeff Bushman. Acredito que ainda vou ter muitos momentos marcantes na minha vida.

 

De onde vem sua inspiração?

 

De tudo que envolve design, moda, carros, arquitetura, música e a vontade de querer ir cada vez um pouquinho mais rápido.

 

Qual o shaper que mais admira?

 

Não tenho um só, mas alguns fazem a lista: Dieffendorfer, Dick Brewer, Owl Chapman, Pat Rawson, Al Merrick, Jeff Bushman, Chuck Andrews, Heitor Fernandes, Simon Anderson… Todos são excelentes e devotaram muito de suas vidas para o esporte.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Primeiro achar a razão pela qual você está querendo shapear. Daí estudar muito e confiar nos seus instintos em criar algo. Contato: [email protected] .

 

 

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Johnny Lopes

 

Ficha técnica

 

Nome: Johnny Lopes
Idade: 42 anos
Anos de shape: 8 anos
Média de pranchas feitas até hoje: 1.200 pranchas

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

Um mercado muito estável com grande demanda para funs e longboards o ano todo, sendo que nas temporadas de inverno aumentam muito as encomendas de shortboards e guns.
 
Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

Já fiz pranchas para James Santos, Marcondes Rocha, Marcelo Nunes, Hilo, Bruno Lemos, Paulo Costa, entre outros.

 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

As vantagens é que devido ao idioma e ao bom relacionamento com os brasileiros que moram ou freqüentam as ilhas, temos a preferências deles, e não vejo desvantagens consideráveis.

 

Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Faço em média 15 a 25 pranchas por mês, e na maioria são longboards e guns.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Meus shapes custam em média US$ 15 por pé, ou seja, US$ 100 por uma 7 pés e $ 150 por um longboard ou Waimea gun. Daria para me manter shapeando, mas como gosto muito de visitar o Brasil, sou também comissário de bordo da American Airlines e instrutor de jiu-jitsu.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

O segredo é saber entender o que o surfista quer e precisa. Saber diagnosticar as limitações de cada surfista e receitar um shape que cure suas deficiências técnicas. Além disso, é importante que a prancha seja totalmente harmoniosa e fluída em todas as linhas dimensionais. O mais importante é a comunicação entre shaper e surfista.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

Essas pranchas estão em constante desenvolvimento e na minha opinião deveriam ter mais shapers surfando de tow-in, para que haja maior entendimento entre os shapers e os surfistas. Assim como o Gerry Lopez e nosso saudoso Sheena, ter a experiência de surfar de tow-in ajuda muito na comunicação com os big riders, que dão o “feedback” necessário para o desenvolvimento destas pranchas.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

São excelentes as pranchas menores, ate 7 pés, que tenho visto, mas as guns acima de 8 pés especialmente, não são próprias para a potência das ondas havaianas.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Não posso responder corretamente a essa pergunta porque nunca produzi pranchas em grande escala no Brasil.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

Uma excelente ferramenta para aumentar a produção e desenvolver novas idéias tendo por base os seus “probes” de maior aceitação.

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

Foram vários, mas sempre que um cliente me liga dizendo como a prancha que fiz melhorou sua performance, me sinto realizado e considero um momento muito marcante. Por isso gosto muito mais de fazer encomendas do que shapear para lojas, mesmo ganhando menos nas encomendas.

 

De onde vem sua inspiração?

 

Das ondas havaianas. Sua potência e perfeição me fascinam e me inspiram a shapear melhor para que possamos buscar cada vez mais linhas harmoniosas, fortes e fluídas.

 

Qual o shaper que mais admira?

 

Heitor Fernandes pelo seu acabamento e simetrias impecáveis, Dick Brewer pelos seus outlines e pelas linhas de fundo de suas Waimea guns, Jorge Vicente e os saudosos Difenderfer e Sheena.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Muita observação. É preciso muito tempo vendo outras pessoas shapear e olhando muitas pranchas prontas. Ainda hoje eu passo horas nas surf-shops de Haleiwa observando e comparando as melhores guns e longs do mundo, que logicamente são produzidas aqui no Hawaii.

 

 

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Eddie Picollo

 

Ficha técnica

 

Nome: José Eduardo Bahia Picollo, mais conhecido como Eddie Picollo
Idade: 41 anos
Anos de surf: desde os 15 anos
Anos de shape: Envolvido na fabricação de pranchas desde 1979 e profissional desde 1987, quando morou na Austrália e trabalhou com a Aloha surfboards
Média de pranchas feitas até hoje: Aproximadamente mais de 5 mil pranchas

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

Muito competitivo. Aqui há inúmeros excelentes profissionais, com vários anos de experiência, e não há espaço para aprendizes.
 
Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

No passado, atletas como Carlos Santos, Glen Winton, Tinguinha Lima, João Capilé, entre outros, me ajudaram muito no desenvolvimento do design de pranchas na época. Hoje em dia, aqui no Hawaii, trabalho para o John Carper e tenho minha logomarca, sendo que shapeio para atletas como Shane Dorian, Sean Moody, Peter Mel, Jason Frederico, Carlos Burle, Sylvio Mancusi, Rodrigo Resende, Danilo Couto, Pato, entre outros.
 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

Entre as vantagens está o fato de sermos criativos por natureza, e aqui temos todos os tipos de materiais, ferramentas e ondas para desenvolver um trabalho de ponta. A desvantagem é que é muito difícil chegar aqui e conquistar credibilidade ou montar sua própria fábrica sem antes ter que trabalhar como back shaper para os profissionais mais renomados.
 
Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Faço em torno de 20 a 30 nas altas temporadas, caindo um pouco na baixa. Também Trabalho direto com o Japão, pra onde desenvolvo muitas pranchas de alta performance entre 6’0″ e 6’8″.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Meus shapes custam entre US$ 60 e US$ 120, dependendo do tamanho e do design desejado. Na alta temporada dá para ficar um pouco descansado e se concentrar somente nos blocos de poliuretano, mas nas baixas você já tem que lidar com trabalhos como fibragens, lixação e outras áreas, pois as contas continuam a vir do mesmo jeito.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

Não há segredo algum, e sim amor, dedicação e visão.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

As pranchas de tow-surf estão no mesmo ritmo da modalidade, ou seja, ainda existe muita coisa para ser desenvolvida. E na minha opinião, no momento que houver um sistema que possa aumentar ou diminuir o peso delas, acredito que seria um passo importante na evolução do tow-in.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

Para o surfe em ondas pequenas e médias, elas não devem nada para as daqui. Mas, para ondas maiores e tow-in, levam vantagem os que encomendam suas pranchas com os shapers que possuem experiência em viagens para as ilhas.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Como já disse, no Brasil, como temos um outro padrão de ondas, levamos vantagem em shapes de alta performance para condições medias e pequenas. No Hawaii é o contrário.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

São  excelentes para grandes produções e para repetir o sucesso de determinado design. Por exemplo: você cria um modelo do qual obteve excelentes resultados e quer manter este padrão para outros atletas. A máquina lhe dá esta possibilidade.

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

Tiveram alguns momentos marcantes, como a vitória de Carlos Burle no WG em Grumari, o título de Rochelle Ballard em um campeonato da OP feito em um barco na Indonésia e o fato de que todos os brasileiros que disputam a Tow In World Cup têm pelo menos uma Picollo no quiver.

 

De onde vem sua inspiração?

 

Principalmente do presente que Deus me deu de ter o dom de transformar um bloco em algo que seu irmão possa desfrutar.

 

Qual o shaper que mais admira?

 

Tenho uma grande admiração pelo JC (John Carper). Ele é um grande designer e apesar de já ter seu nome consagrado, continua trabalhando duro como se estivesse iniciando na profissão.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Se você realmente sente no coração a vontade de se dedicar à profissão, tenha fé em Deus, muita dedicação, estrague alguns blocos e vá em frente, meu irmão.

 

 

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Christian Piani

 

Ficha técnica

 

Nome: Christian Piani
Idade: 30 anos
Anos de surf: 20 anos
Anos de shape: 12 anos
Média de pranchas feitas até hoje: 1.500

 

Como você descreve o mercado de pranchas no Hawaii?

 

O mais completo e mais competitivo do mundo, em que grandes marcas como Local Motion, HIC e Town & Country dominam.
 
Quem já surfou com suas pranchas e quem surfa com elas hoje em dia?

 

A maioria dos que já usaram é composta de brasileiros e havaianos. Hoje em dia quem usa são alguns brasileiros e japoneses que vem para a temporada. Por um bom tempo Kai Murphy, local de V-land, e Masaijah Lani, do Kauai, usaram pranchas minhas. Atualmente shapeio para minha marca, Hawaiian Boards, além de fazer back shapes para Island Walker Surfboards, aqui de Haleiwa, onde moro.

 

Quais as vantagens e desvantagens de ser um shaper brasileiro nas ilhas?

 

As vantagens: melhor qualidade e variedade de blocos; melhor matéria-prima; melhores ondas pra testar as pranchas; maior quantidade de fábricas de prancha pra se tentar emprego; muita encomenda de prancha grande durante a temporada; fazer pranchas para brasileiros que moram aqui ou que vem durante a temporada, além de fazer pranchas para havaianos, americanos, japoneses e outros; grande contato com fabricantes de pranchas. Talvez o Hawaii esteja na frente de qualquer lugar em se tratando de fabricação de pranchas de surf. As desvantagens: sem dúvida o fato de estar longe de casa, da família e dos amigos. Sem contar que aqui é outra língua e outra cultura.

 

Quantas pranchas você faz por semana e qual o estilo de prancha que mais tem feito?

 

Tenho feito em média 5 a 10 pranchas por semana. O estilo de pranchas que mais tenho feito e mais gosto de fazer é para ondas fortes e tubulares.

 

Quanto custa em média um shape seu? Dá pra se manter apenas shapeando ou você faz algum outro trabalho paralelo para pagar as contas?

 

Varia entre US$ 100 a US$ 200, dependendo do tamanho. Além de shapear, entrego pizzas á noite pra ajudar nas contas.

 

Quais os segredos para se fazer uma prancha boa?

 

A escolha do bloco certo para o tipo de prancha a ser feita, o tipo de onda para a qual a prancha vai ser feita e a maneira que o surfista deseja surfar essas ondas. Tudo isso vai influenciar na hora de fazer uma prancha boa.

 

O que acha das pranchas de tow-in? Teria algum palpite de como elas poderiam ser melhores?

 

Quem tem ditado as regras são Timpone e Dick Brewer. As pranchas e o esporte em si são caros. As pranchas de tow-in feitas de madeira balsa são as melhores, mas infelizmente o custo é bem alto. Ele poderia abaixar com a descoberta de alguma matéria-prima que seja mais forte e mais barata que a madeira balsa.

 

O que acha das pranchas brasileiras que os surfistas trazem para a temporada?

 

As maroleiras parecem ter melhorado bastante, agora as guns e longboards ainda precisam evoluir muito.

 

Você acha que ser shaper no Brasil é muito diferente do Hawaii?

 

Sem dúvida é bem diferente. Os blocos aqui se comparados com os do Brasil são bem mais fortes e mais resistentes. Além disso possuem densidades diferentes. Em outras palavras, pesos diferentes. A Clark Foam dispõe de plugs que vão de 5″9 até 12 pés. Aqui as ondas são muito mais power e mais constantes que no Brasil, e tem também a vibração da ilha.

 

O que acha das máquinas de shape?

 

A única que tive contato foi a do Eric Arakawa. Por sinal é muito boa pra quem faz de 20 a 50 pranchas por semana, o que não é meu caso. Eu ainda sou a favor dos shapers que fazem tudo e contra essas máquinas.

 

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

 

Como shaper foi em 1996, quando conheci Cippy Cabato, dono da Classic Longboards, e fazia back shapes pra ele. E em 1997, quando o Beto Santos veio pra cá passar um tempinho shapeando e surfando. O Beto abriu bastante minha visão de pranchinha, gun e longboard. Como surfista, foi em fevereiro de 1998, quando ganhei um campeonato amador da N.S.S.A. em Turtle Bay. Na final estavam Tory Barron, Aamion Goodwin, Aaron Naluai e Marcus Hickman. Eles viram que além de shapear eu também sabia usar minhas pranchas direitinho, e com isso conquistei o respeito de muitos surfistas aqui na ilha.

 

De onde vem sua inspiração?

 

Minha inspiração pra shapear vem das ondas e tubos que pego aqui na ilha, especialmente em Sunset. Acho que Sunset é minha maior inspiração.

Qual o shaper que mais admira?

 

Fernando Sheena Ribeiro. Porque ele foi um revolucionário na arte de shapear, além das suas performances em Pipeline grande e Waimea. Ele foi um dos que mais levantou a moral dos brasileiros aqui na ilha de Oahu.

 

Qual toque você daria para alguém se tornar um bom shaper?

 

Tudo está no ar, é uma questão de visão.

 

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    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).