Sylvio Mancusi

Nias do jeito

Depois de um mês na Tasmânia e algumas semanas pela região de Sydney, na Austrália, gravando nosso programa “Mar Doce Lar” para o canal Off, chegamos à Indonésia seguindo uma série de ondulações incríveis.

A temporada havaiana foi uma das melhores da história, se não a melhor para os big riders. Os meses de abril e maio foram alucinantes na Tasmânia e agora a Indonésia está fervendo.

Se os fatores climáticos como o El Niño não são favoráveis para o mundo em geral, com certeza para o surfe essas destabilizações climáticas tem rendido altas ondas.

Em Bali, cruzei com o amigão João Mauricio Jabour e seus filhos Kailani e Kiron, que estavam de malas prontas para Desert Point. João preferiu partir para Sumatra atrás de direitas e depois de Shipsterns (Tasmânia) achei legal curtir a companhia do amigo e pegar mais uns tubos para a direita na terra das esquerdas.

Foram tubos atrás de tubos por cerca de uma semana. Já em Bali a previsão é de que entre esta quarta e quinta-feira, chegue o maior swell da temporada até então e talvez de todo o ano, com cerca de 10 a 12 pés, com 20 segundos de intervalo.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)