Emslie surpreende no Rosa

Três australianos, três norte-americanos, um havaiano e um sul-africano seguem na briga pelo título do WCT Brasil, penúltima etapa do WCT que rola em Imbituba (SC).

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

 

Nesta terça-feira, o forte vento Sul entrou com força no litoral catarinense e fez a direção da prova transferir as disputas para a praia do Rosa.

 

Com o canto direito protegido pelo morro, as ondas quebraram com até 1 metro e boa formação. 

 

Nem a enorme vibração do público foi suficiente para manter o Brasil na briga pelo prêmio de US$ 30 mil oferecido ao campeão do WCT Brasil.

 

Na terceira bateria do dia, o paranaense Peterson Rosa deu adeus à competição ao cair diante do australiano Darren O?Rafferty.

 

Em seguida, o paulista Odirlei Coutinho não conseguiu bater o havaiano Fred Patacchia. Os irmãos gêmeos norte-americanos Damien e CJ Hobgood protagonizaram as melhores atuações do dia.

 

Logo na primeira bateria, Damien forçou bastante a rabeta nas manobras para arrancar notas 9.5 e 7.18 dos juízes.

A excelente performance de Damien deixou seu compatriota Cory Lopez em situação complicada. Com apenas 4.17 e 4.00 no somatório, Cory terminou o confronto precisando de uma combinação de 16.68 pontos.

 

O segundo duelo contou com uma boa batalha entre CJ Hobgood e o australiano Joel Parkinson. CJ deu as cartas e disparou na liderança com notas 9.00 e 7.00. Joel, que tinha um 6.17, precisava de 9. 83 pontos para virar. O aussie ainda tentou a vitória com belas batidas e rasgadas da backside, mas a onda rendeu 8.00 pontos.

 

Na terceira bateria, o paranaense Peterson Rosa entrou na água bastante incentivado pela torcida. Só que o aussie Darren O?Rafferty estava inspirado e não deu mole ao brazuca. Com 7.00 e 6.97 em suas duas melhores ondas, O?Rafferty deixou Peterson a 6.54 pontos da vitória.

 

Depois da eliminação de Peterson, o paulista Odirlei Coutinho passou a ser a esperança brasileira no Rosa. Para a tristeza do público, o havaiano Fred Patacchia acertou duas fortes rasgadas de frontside numa esquerda e foi premiado com 8.00 pontos pelos juízes.

Como Odirlei tinha notas 5.83 e 5.00, Fred passou a necessitar de apenas 2.83. As ondas demoraram a vir, mas uma pequena direita rendeu 3.07 pontos ao havaiano. Em seguida, Fred trocou a nota por um 5.27 e deixou Odirlei precisando de 7.45 pontos. 

Nos segundos finais, Odirlei pegou uma esquerda cheia, mandou duas rasgadas e um aéreo 360 na junção. A torcida vibrou muito, mas não teve jeito para o brazuca, que recebeu 6.50 pontos.

A ausência de brasileiros nas baterias seguintes esfriou um pouco a prova. Só que o talento das estrelas do surf mundial proporcionou bons momentos em Imbituba.

Destaque para a surpreendente vitória do sul-africano Greg Emslie sobre o australiano Taj Burrow, campeão do WCT Brasil em três edições e atual vice-líder do ranking.

 

Greg não se intimidou com Taj e derrotou o adversário pelo placar de 13.87 a 12.67 pontos. Também avançaram para as quartas-de-final os atletas Phillip MacDonald, Mick Fanning e Bobby Martinez.

A direção do WCT Brasil promove uma nova chamada às 7 horas desta quarta-feira para avaliar as condições do mar na praia da Vila, em Imbituba.

Quartas-de-final

 

1 Damien Hobgood (EUA) x CJ Hobgood (EUA)
2 Darren O`Rafferty (Aus) x Fred Patacchia (Haw)
3 Greg Emslie (Afr) x Phillip MacDonald (Aus)
4 Mick Fanning (Aus) x Bobby Martinez (EUA)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)