União, cooperação e espírito de equipe são atitudes indispensáveis às equipes de canoagem polinésia. Dessa forma, a embarcação irá se desenvolver e lidar de uma maneira muito mais eficiente com as intempéries e imprevisibilidade dos elementos naturais onde a canoa está inserida.
Inspiradas pela tática usada, nesse caso, pelas equipes de canoa polinésia, empresas vêm submetendo seus funcionários a atividades inusitadas que, ao mesmo tempo em que os divertem, ensinam. A prática tem até nome em inglês: “Team Building”, que significa algo como “consolidação de equipe”.
“A metodologia experiencial é utilizada em todo o mundo desde a década de 40 e é um eficiente canal de aprendizagem. Para ficar mais fácil compreender isto, é só tentar se recordar de alguma situação em que você mesmo viveu uma experiência diferente com um grupo de pessoas. Após uma viagem, por exemplo, há uma grande aproximação entre as pessoas”, afirma Joacir Martinelli, especialista em Educação Corporativa da Duomo Educação Corporativa.
Quando a empresa consegue alinhar conceitos ensinados em programas de integração ou de desenvolvimento com emoções, há uma probabilidade maior de que os funcionários se comprometam a aplicar o que vivenciaram na prática, de acordo com o especialista.
Em Santos, no litoral de São Paulo, uma grande operadora logística dinamarquesa dedicada à navegação marítima levou seus funcionários para testar dentro de uma canoa, no mesmo mar onde prestam serviços, a expressão “estamos todos no mesmo barco”.
“Na canoa polinésia, podemos vivenciar isso literalmente. Além da disposição dos bancos nas canoas fazer uma analogia ótima com o dia a dia das empresas. Os primeiros bancos da guarnição são a linha de frente, dando o ritmo e quebrando a resistência da água e dos ventos. Ao centro, geralmente temos os integrantes mais fortes e também responsáveis pela estabilidade da canoa. Ao fundo, no leme, fica a pessoa que dá a direção e traça a melhor rota de navegação”, explica José Paulo Neto, do núcleo de canoagem Canoa Caiçara.
Esse tipo de atividade, chamada de Team Building, costuma envolver funcionários de todas as hierarquias, segundo Sandra Wurr, gerente sênior de Recursos Humanos da GVT, onde a técnica é utilizada desde 2008.
“Preferencialmente, essa é a indicação, envolver toda a liderança de uma área, ou uma liderança com seu time.” De acordo com a gerente, esse formato contribui para o fortalecimento do time.
RISCOS – Apesar de essas práticas “outdoor” serem indicadas para qualquer tipo de empresa, o especialista da Duomo Educação alerta que alguns riscos devem ser considerados.
O primeiro diz respeito a riscos físicos. “Levar os participantes para fazer arvorismo ou rafting requer uma série de cuidados para não expô-los. Para você ter uma ideia, eu fui associado da ACCT [Association for Challenge Course Technology] que define parâmetros de segurança para resguardar estas questões. Lá eles levam isto muito a sério”.
Fonte: G1