Surf seco

Em busca da paz mundial

O circuito mundial da ASP deu início este ano com um novo nome largando na ponta, o cavalo-negro Dean Morrison, que de nome já e bem famoso. Ele venceu o velho e incansável Mark Ochilupo, que em 84 largou na frente do tour da ASP revolucionando o surf goofy como um moleque de 17 anos.

 

Hoje ele revoluciona o surf na longevidade, pois aos 36 anos o cara ainda tá quebrando. É repetitivo, mas está. Já vi esse surf há quinze anos (87), numa final em Bell’s Beach contra o Curren.

 

Época do terrorismo… Procuramos não pensar nas injustiças mundiais e nos sedarmos com o surf, para podermos ser um pouco otimistas. Mais um ano de circuito mundial, revelações, consagrações, duelos, apuros, aeroportos, aviões, hotéis, culturas, reefs, dólares, satisfação, angústia, euforia e desespero. Mais um ano de sentimentos diversos.

 

Joel Parkinson deve estar forte este ano, assim como Andy Irons, Peterson Rosa, Neco Padaratz e alguns outros australianos ‘capetinhas’ da nova safra, que relembra a dominância dos kangurus no início dos anos oitenta. Gostaria de falar sobre manobras, potenciais, lugares… Mas, uma carga negativa envolve o planeta neste momento.

 

Tem nego urucando o planeta, escondido com a mascara do Tio Sam. O outro é igual ou pior… Esses líderes de hoje estão ‘junk’. Todos nós surfistas e curtidores da vida estamos com um forte pensamento e corrente positiva a favor da paz mundial.

 

Por que será que esses caretas idiotas querem tumultuar o mundo com uma guerra? No mínimo eles não surfam, não curtem uma night de tecneira no Sirena, não pegam mulheres, enfim… Querem o poder para satisfazerem a porra do ‘ego’.

 

Com o circuito em andamento, na Austrália, os yanques estão cercando forte as fronteiras do Iraque, com a determinação de um Slater nos anos noventa, na época do ‘on a mission’. A fim de detonar as ‘baterias’ (no caso muitas vidas inocentes).

 

Infelizmente isso tudo é cutucar um cacho de marimbondos…Vai dar em mortes, pobreza, fome, terrorismo… Será que não existe remorso? Compaixão?

 

É tão inocente praticar um esporte, disputar uma bateria, ter uma rivalidade saudável. Nessas horas, prestes a acontecer uma ‘merda’ destas, você reflete o quão puro e inocente é o nosso esporte. Esta guerra vai atrasar o nosso lado geral…

 

Já não basta o vazamento de óleo na Europa, onde as etapas da ASP ainda não foram confirmadas porque as praias estão um lixo? E o recente terremoto na China? Já não chegam as tragédias naturais? E o aquecimento global? E a fome mundial? E as doenças? Será que esses ‘bunda-moles’ ainda querem mais desgraça? E os coitados dos iraquianos que não têm culpa de terem nascido ali?

 

Pelo bem do nosso mundo, Bush e seus cupinchas: deixem-nos em Paz! Vai pegar onda, fume um cigarro, caia na real. Deixem os garotos das próximas gerações surfarem em paz…
Aloha!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)