
Durante o período de produção do documentário ?Tá Ruim, Mas Tá Bom?, eu e minha equipe achamos interessante a idéia de narrar a migração de nordestinos para a baixada santista, em São Paulo.
Mas faltava alguma coisa. Faltava um elemento que somasse algo diferente ao documentário.
Algo que destoasse da fórmula arrastada e desgastada ?migrante nordestino sofrido no Sudeste brasileiro?. Achamos este personagem.
E acho que por causa dele é que ficamos com o troféu de melhor filme no Festival Curta Santos, em 2003. O personagem era o pernambucano Ernesto Nunes. Um surfista.
E parece que a fórmula é essa mesmo quando se quer algo diferente, inusitado, interessante, chamativo.
Não fosse assim, a Tim não teria topado a criação da Lew, Lara Propaganda e convidado Kelly Slater, Pedro Müller e outros surfistas para estrelar a campanha Minuto Tim.
Sempre achei que desde os filmes de Elvis Presley no Hawaii o surf e a imagem do surfista despertam desejo nas pessoas. Também pudera, ondas grandes e desafiadoras, fogueira sob a lua cheia, mulheres lindas e boa música.
Quem não quer viver assim? Nisso, aparecem caras como o próprio Slater que surfam ondas gigantes, são músicos e ainda namoram mulheres como Pamela Anderson e Gisele Bündchen. É muito apelo.
Dos filmes no cinema ou na sessão da tarde para a publicidade foi uma questão de percepção e adaptação.
Nas campanhas mais recentes temos vários exemplos: o mascote da Claro entubando, grandes feras do futebol surfando por conta da Pepsi, velhinhos sarados tranqüilos na praia sabendo que o dinheiro está bem guardado no Banco Real, Ecosport circulando pra lá e pra cá com as pranchas no teto, enfim, muitas campanhas com o elemento surf na área.
O que para todos nós é muito bem-vindo, porque agüentar Ronaldo, Kaká, Cafu, Roberto Carlos e o Santander Team dizendo ?pra chegar ao gol é preciso determinação, blá, blá, blá, blá, blá. Assim como o meu banco?, tem que ter muita vontade. E determinação!
Valeu, abraço!