Editora Gaia relança Alma Panamericana, de Adrian Kojin

Nesta quarta-feira, a partir das 18:30 horas, a tradicional Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, apresenta sessão de autógrafos do diretor de redação da revista Fluir, Adrian Kojin, para o relançamento do livro “Alma Panamericana – Uma aventura de 25 mil km por 14 países” (Editora Gaia, R$ 35).

 

Mais de dez anos depois do lançamento do livro, em 94, a Editora Gaia aposta no sucesso da aventura de Kojin e traz uma reedição da publicação, com nova roupagem, pequenas atualizações e um inédito encarte fotográfico de 16 páginas.

 

“Mesmo depois de tanto tempo, sempre recebi pedidos de pessoas interessadas no livro, principalmente depois da popularização da internet. A Editora Gaia, que nos últimos dez meses lançou três livros sobre surfe, se interessou pela idéia e produziu essa nova edição, mais rica e bem elaborada, mas sem perder a essência da história original”, explica Kojin.

 

A experiência do autor em trilhar pelas três Américas em cima de uma moto, tendo a prancha de surfe como companheira durante oito meses entre 87 e 88, refletiu em um texto que mistura a paixão pelo surfe com a aventura e faz com que o leitor, mesmo sem querer, pegue uma carona – na moto ou na prancha – e se torne um coadjuvante nessa emocionante jornada.

 

“Há pessoas que acreditam que o destino está escrito nas estrelas. Outras, como Adrian Kojin, fazem questão de escrever o próprio destino.” Em poucas palavras o jornalista Felipe Zobaran, diretor de redação da revista VIP, define duas características da personalidade do escritor e protagonista: vontade e coragem.

 

Para sintetizar as 224 páginas em que estão impressas as andanças de Adrian Kojin, o jornalista Fernando Costa Netto, que dirige a revista Venice, especializada em comportamento jovem, é incisivo.

 

“O caminho bonito, muitas vezes duro, destes oito meses de vida é contado numa linguagem leve, que acelera nossa imaginação pelo mapa, nos fazendo testemunhas de descobertas de vilarejos paradisíacos e das roubadas inevitáveis às margens da Rodovia Panamericana. Ainda hoje não há referência de nenhum outro que tenha surfado em Puerto Sandino, na Nicarágua, e ‘pueblos’ como La Libertad, em El Salvador, ou Panajachel, na Guatemala, estão definitivamente fora dos roteiros mornos e convencionais. Por aí, Adrian aprumou sua XL 600 cc e, guiado pela saudade do Brasil, foi seguido pelos olhares intrigados dos velhos índios latinos em lugares inimagináveis. Vestido como um astronauta maluco, nosso autor experimentou a estrada, droga saudável que devíamos estar mais habituados a consumir”.
  
Atualmente Adrian Kojin é diretor de redação da Fluir e colaborador das revistas americanas Surfing e Water e da francesa Trip Surf. Divide seu tempo entre a cidade de São Paulo, onde fica a redação da revista, e Ilhabela, no litoral norte, onde mora com a mulher e os dois filhos.

 

Sempre que o tempo permite põe o pé na estrada. Com isso, já visitou mais de trinta países, quase sempre à procura de ondas, mas também de novas experiências que o ajudem a entender melhor o sentido da vida. Para ele a viagem nunca termina, pois acredita piamente no ditado que diz: “o que importa mesmo é a jornada e não o destino”.

 

Livraria Cultura do Conjunto Nacional: Av. Paulista, 2073.
Tel.: (0xx11) 3170-4033.

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