
Um trabalho muito comum em lugares como Califórnia, Hawaii e Austrália vem ganhando espaço também no Brasil: a parceria entre atleta e fotógrafo (e/ou cinegrafista) para captação de imagens e material publicitário.
Mas esse tipo de parceria traz também outros tipos de benefícios, como a possibilidade de aprimorar técnicas, tanto do surfista como do fotógrafo, e criar uma linha contínua de trabalho também com o patrocinador, otimizando tempo e investimentos.
Um exemplo de como esse trabalho em equipe é importante e dá resultados é a parceria entre o fotógrafo Márcio David e o atleta Greg Cordeiro, de Santa Catarina, juntos há cinco meses.

?Depois de algum tempo tentando viabilizar esse projeto, conseguimos levar adiante a idéia de uma parceria entre fotógrafo e surfista com o objetivo de capitalizar o investimento feito pelo patrocinador, reunindo e refinando o material produzido não apenas para publicidade como para editoriais na mídia?, explica David.
Ele também destaca a possibilidade de ambos poderem aperfeiçoar suas respectivas técnicas de trabalho.
?Este trabalho também é importante para corrigirmos erros e aprimorarmos detalhes como posicionamento, ângulo de câmera, luz e manobra, tanto na produção de imagens como na abordagem do surfista?, completa.
Com o crescimento e o profissionalismo cada vez maior do surf no Brasil, a tendência é que outros profissionais passem a adotar este método de trabalho, fortalecendo cada vez mais o esporte e o mercado.
?Por enquanto poucos atletas e empresários têm essa visão no Brasil e às vezes acabam desperdiçando boas oportunidades por falta de planejamento, ou mesmo de um simples telefonema avisando que tem altas ondas em determinado lugar. Quantos já não arrepiaram num dia clássico sem ninguém para registrar?, alerta o fotógrafo.
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