No último dia 11 de novembro, os paulistas Rodrigo Koxa e Vítor Farias embarcaram para San Francisco, Califórnia (EUA), de olho na temida bancada de Maverick’s.
A dupla de big riders foi recepcionada pelo compatriota Alexandre Martins, o “Blau”, brazuca residente há 16 anos em San Francisco e freqüentador assídudo de Mavs.
“A energia não podia ter sido melhor. Ao chegarmos à casa de Blau, logo nos deparamos com um número absurdo de guns em sua garagem. Em sua casa, livros, filmes, tudo sobre Maverick’s, e um poster lindo dele dropando uma bomba”, diz Koxa.
No dia seguinte, havia uma previsão de ondas acima de 3 metros. “Nem imaginávamos surfar em Maverick’s, já eram 13 horas quando eu e o Vítor estávamos almoçando em um self-service e o telefone tocou. Era o Blau instigadão, dizendo que iria quebrar um Baby
Maverick’s no fim da tarde, um mar que só os locais mesmo sabiam que iria quebrar”, comenta Koxa.
“Deu pra gente se divertir. Para mim, tinha 4 metros de onda pesada mesmo, pois a onda é na ponta de uma costa. Eu e o Vítor testamos as nossas gunzeiras do Akiwas. Eu surfei de 10′ e o Vitor de 10’6. Havia não mais que 10 surfistas no line-up, locais como Grant, Jonh, o também brasileiro Henrique e outros. Fomos muito bem recebidos pelos locais. Lembro de ter surfado cinco ondas muito maneiras, sendo que na saideira eu e o Vitor pegamos a mesma onda (risos), foi demais”, continua o big rider.
Foi a primeira vez que Vítor surfou em Maverick’s. “Apesar de os locais afirmarem ser um dos menores dias, fiquei impressionado com o tamanho da onda, que entorta para uma bancada só, pois a onda vem num paredão parecendo que vai fechar tudo, de repente quebra um triângulo perfeito. Foi demais essa experiência, agora é esperar maior”, diz Vítor Farias.
Em seguida, todos partiram rumo a Half Moon Bay, que fica a uns 15 minutos de Ocean Beach. Ao chegarem de carro, outro surfista disse ter visto uma onda quebrando legal, o que significava que a maré já havia secando bem.
“Decidimos ir para não perder a viagem, pois o contato com a onda é fundamental, estamos nos familiarizando com o pico e toda a oportunidade há de ser aproveitada”, afirma Koxa.
“Ao chegarmos de frente ao pico, depois da tradicional caminhada do estacionamento, nos deparamos com um vento forte e gelado que não havia no dia anterior. O mar já não estava mais liso, estava bem mexido”, continua.
“O Blau nos ensinou a malandragem de entrar pelo canal da esquerda na maré seca. Tem que ser bem ligeiro e entrar na hora certa para passar a arrebentação do inside. Depois fomos remando, eu e o Vítor, atrás do Blau, até o pico. Ainda não havia ninguém surfando e chegamos meio olhando do canal e se aproximando devagar”.
“Daí chegaram mais dois surfistas locais na melhor das energias e todo mundo foi pegando suas ondas, uma delícia de surf inexplicável. As ondas, apesar de não estarem gigantes, estavam bem grandes e fortes, com a água muito gelada. Séries de 4 metros”, continua Koxa.
“Via na cara do Vitor sua alegria de pegar uma onda atrás da outra. O Blau se posiciona muito bem no pico, sempre pegando boas ondas na queda. Lá você deve escolher entre esperar no fundo as maiores ou pegar várias ondas mais embaixo do pico, que na maioria das vezes acaba sendo bem mais perigoso”.
“Aproveitamos ao máximo, ficamos até o sol se pôr, pois a previsão dos próximos cinco dias é de ondas menores. Voltamos pra casa satisfeitos pelo treininho bem maneiro em Mavs!!!”, conclui Koxa.
