Dupla brasileira promete arrepiar no Hawaii

Durante a I Mostra Internacional da Arte e Cultura Surf, encerrada na última quinta-feira no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo, a pernambucana Maria de Souza foi apresentada a sua futura parceira em um projeto inédito.

 

Aos 34 anos e há 17 radicada no Hawaii, a atleta veio a São Paulo a convite de Luis Felipe Gontier, o “Pipo”, proprietário da G-Zero, para prestigiar o evento e também conhecer a paulista Silvia Nabuco, que no ano passado botou para baixo nas ondas havaianas.

 

O objetivo é que as duas formem a primeira dupla brasileira de tow-in, ainda este ano, no Hawaii. Maria já tem experiência no esporte. Ex-mulher do havaiano Laird Hamilton, ela foi a primeira mulher a dropar Jaws puxada por um jet ski, em 94.

 

“Acompanhei o nascimento do esporte, pois na época era era casada justamente com o Laird. Acabava sempre sendo a última da fila a entrar na água, era mais uma ajudante”, conta ela, que já encarou ondas de 22 pés de tow-in em Jaws.

 

“Quero motivar as candidatas que têm vontade de praticá-lo, mostrar como deve ser feito o treino”, conta Maria.

 

Silvia Nabuco está empolgada com a parceria. “Já estou praticando tow-in com o Sylvio Mancusi em picos no litoral paulista. Parece um sonho, pois será a segunda vez que vou ao Hawaii para surfar”, conta ela.

 

Silvia surpreendeu na temporada havaiana deste ano e inclusive estampou a capa do jornal mais importante do Hawaii, o Honolulu Advertiser, com um drop em uma onda de 20 pés em Waimea. 

 

“A idéia é que eu viaje em outubro, fique até novembro, e depois volto mais uma vez para lá. Vamos ficar em Maui treinando nos outer-reefs”, conta Nabuco.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.